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Morre Alysson Paolinelli, ex-ministro da Agricultura que teve ligações com Mogi

Aos 86 anos, faleceu nesta quinta-feira (29), no Hospital Madre Tereza, em Belo Horizonte, vítima de complicações após um implante no fêmur, o mineiro e ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, 86 anos. Foi um político que teve atuação destacada no desenvolvimento agrícola do País, entre 1974 e 1979, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e […]

Por O Diário
30/06/2023 07h04, Atualizado há 37 meses

Aos 86 anos, faleceu nesta quinta-feira (29), no Hospital Madre Tereza, em Belo Horizonte, vítima de complicações após um implante no fêmur, o mineiro e ex-ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, 86 anos. Foi um político que teve atuação destacada no desenvolvimento agrícola do País, entre 1974 e 1979, presidente da Confederação Nacional da Agricultura e um dos fundadores da Embrapa. Ele também que manteve ligações com o setor agrícola de Mogi das Cruzes.

Formado em engenharia agronômica pela Universidade Federal de Lavras (MG), ele se especializou nos estudos sobre o potencial da região do Cerrado para a produção agrícola.

E foi justamente durante o período em que esteve à frente do Ministério da Agricultura que incentivou um dos mais ousados projetos agrícolas envolvendo produtores rurais de hortifrútis da região de Mogi das Cruzes.

O projeto Itapety no Cerrado foi uma tentativa de levar para a zona rural de Brasília um grupo de agricultores mogianos, a maioria pertencente à comunidade japonesa, para tentar desenvolver o plantio de legumes e verduras para abastecimento da Capital Federal e municípios próximos.

A experiência chegou a durar mais de um ano, período em que Paolinelli chegou a visitar a fazenda de plantio, juntamente com outro incentivador do projeto, o governador do Distrito Federal, Aimé Alcebíades Silveira Lamaison, que esteve no cargo durante o mesmo período do ministro.

Vários fatores contribuíram para que o Itapety no Cerrado não desse certo. O solo e as condições climáticas da região Centro-Oeste do País eram muito diferentes. No Alto Tietê, um solo mais escuro e firme; lá, uma terra arroxeada e arenosa. Mas as diferenças maiores eram as climáticas: aqui, tempo úmido e frio, enquanto lá, prevaleciam as altas temperaturas, mas especialmente, um ar seco ao extremo, dificultando resultado do trabalho dos produtores, principalmente de hortaliças.

Mas havia muito dinheiro em jogo e as experiências continuaram por mais algum tempo, até que o pior aconteceu: a liquidação judicial da cooperativa que administrava o projeto, que era presidida por Fisao Tanabe. O então vereador Roberto Sako também foi um dos dirigentes do projeto no Distrito Federal.

Foram tempos muito difíceis, com a inflação escapando do controle do governo, chegando a quase 90% ao mês, como lembra o ex-presidente do Sindicato Rural de Mogi, Junji Abe. Várias cooperativas sucumbiram no rastro de uma quebradeira generalizada que afetou, principalmente o setor agrícola brasileiro. Era a passagem do governo ditatorial de Ernesto Geisel para seu substituto, o general João Figueiredo, que chegou a vir a Mogi para tentar entender como os alimentos básicos contribuíam para a inflação.

O desmonte do projeto no Distrito Federal foi prejudicial a muita gente da região.

 

Homenagem

Junji Abe também teve oportunidade de conviver com Alysson Paolinelli durante o seu mandato como deputado federal. Em 2014, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária e presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão, o mogiano liderou a homenagem ao engenheiro com o título benemérito de Cidadão Brasileiro, pelos serviços prestados para consolidar o Programa de Desbravamento  do Cerrado Brasileiro (Prodecer), que teve 80% do financiamento bancado pelo governo japonês.

 

“Excepcional”

O ex-prefeito mogiano esteve próximo de Paolinelli, em razão da paixão de ambos pelo agronegócio. É Junji quem diz: “Se hoje o Brasil é o maior exportador de commodities agrícolas, devemos ao Prodecer, que teve na figura do Alysson o seu maior responsável. Foi realmente uma figura excepcional pelo desenvolvimento pelo desenvolvimento do Brasil”.

 

Fogo de encontro

As primeiras notícias sobre a indicação do deputado federal mogiano, Marco Bertaiolli (PSD-SP) para ocupar o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, já contraria interesses. Nesta quinta-feira (29), um jornal da Capital trouxe a notícia de que Bertaiolli responde a ação por suposto superfaturamento de merenda escolar (compra de carnes), durante sua passagem pela Prefeitura de Mogi. O assunto, que foi noticiado à época na cidade, continua tramitando, por conta razão da morosidade da Justiça.

 

Ação popular

Bertaiolli disse na reportagem que tal contrato já havia sido alvo de ação popular, na qual ele foi absolvido das mesmas acusações e que, por isso, não pode ser condenado. Sua defesa pede o arquivamento e segundo ele, não houve superfaturamento e a diferença de valores se deveu ao custo logístico e de distribuição dos alimentos nas escolas, algo que teria sido ignorado pelos autores da denúncia. “A ação será anulada porque não houve má fé, nem enriquecimento ilícito”, disse Bertaiolli. A publicação informa ainda a existência de um laudo pericial realizado por determinação da Justiça que corrobora os argumentos da defesa do ex-prefeito e afirma que “houve comparação de produtos com características de vendas diferentes”.

 

Marca valiosa

A Hapvida NoreDame Intermédica, com unidade em Mogi, está entre as 45 marcas mais valiosas  do País, conforme o Brasil  100 – 2023I, relatório anual publicado pela Brand Finance.

A instituição é uma consultoria independente, líder mundial em avaliação de marcas. A empresa é considerada a maior do setor de saúde suplementar da América Latina, com mais de 16 milhões de beneficiários, 68 mil colaboradores, 28 mil médicos e 28 mil dentistas credenciados, além de 3 mil vendedores, fornecedores, parceiros e investidores.

 

Luto

Foi sepultado, na tarde desta quarta-feira (28), no Cemitério da Saudade, em Braz Cubas, o corpo de Francisca Giardiana Ferreira, enfermeira e pessoa muito querida naquele distrito.

Era irmã do ex-vereador e diácono permanente da Igreja Católica, Geraldo Tomaz Augusto, o Geraldão, falecido em 15 de fevereiro passado.

 

Futuras leis

Confira alguns projetos que tramitam pela Câmara Municipal e que podem virar leis, se aprovados: obrigação de instalação de grandes cinzeiros (bituqueiras) nos passeios públicos (de autoria de Iduígues Martins , do PT); institui o Dia Municipal de Conscientização das Doenças de Tireóide no calendário do município (de Juliano Botelho, do PSB); institui a Política Municipal “Vini Jr.”, de combate ao racismo nas áreas esportivas do município (de Edson Alexandre Pereira, do MDB); institui a Semana Municipal de Conscientização dos Cuidados Paliativos, também de autoria de Juliano Botelho, que é também é autor da proposta que institui agosto como Mês do Combate e Conscientização da Aporofobia. E vai por aí afora…

 

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