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Morre Waltely Aquino de Oliveira Junior, o Tely da barraca do afogado

Morreu nesta quarta-feira (7) uma das pessoas mais conhecidas na barraca do afogado na Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, Waltely Aquino de Oliveira Junior, o Tely, como era chamado. Aos 67 anos, ele não resistiu às complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e morreu no hospital Luzia de Pinho Melo.  […]

Por O Diário
08/07/2021 09h46, Atualizado há 59 meses

Morreu nesta quarta-feira (7) uma das pessoas mais conhecidas na barraca do afogado na Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, Waltely Aquino de Oliveira Junior, o Tely, como era chamado. Aos 67 anos, ele não resistiu às complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e morreu no hospital Luzia de Pinho Melo. 

Em publicação na página da festa, a Associação Pró-Festa destacou o trabalho dele como radialista, mas ressaltou a devoção dele pelo Divino e a dedicação com a barraca.

Eduardo Santos, que mantinha uma banca de jornalna praça Norival Tavares, conta que Tely era um cliente fiel e que foi uma das pessoas que assumiram a barraca do Afogado depois da morte de Ayrton Nogueira.

“Desde que começou a pandemia, ele deixou de ir à banca, cumprindo a quarentena. Guardo algumas fotos que fiz com ele durante as festas. Ele era muito querido” destaca.

O velório de Tely começa às 10h, no Cristo Redentor, em Mogi das Cruzes, e se estenderá até as 15h, quando o corpo será levado para o Crematório de Guarulhos.

Entrevista

Em maio de 2016, O Diário contou na edição da Entrevista de Domingo a ligação da família de Tely com a Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes. Desde a infância, ele participava das missas e novenas na Igreja Matriz – hoje Catedral de Santana – e também madruga nas alvoradas.

Em 1972, o envolvimento com o evento aumentou já que os tios Antonio e Zole Rissoni e Orlando e Leonor Rissoni foram festeiros e capitães-de-mastro, respectivamente. Mas a dedicação à organização do evento começou mesmo no final da década de 90, após sofrer infarto e fazer uma promessa, ainda na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Graça alcançada e, desde 1999, Waltely é voluntário na barraca do afogado, ajudando o tio e coordenador do trabalho, Airton Nogueira.

Nascido na Capital, ele chegou a Mogi ainda bebê, quando os pais, o coletor fiscal do Estado, Waltely Aquino de Oliveira, e a funcionária pública da Prefeitura de Mogi, Hilda Rissoni Aquino de Oliveira, se mudaram para a casa número 233 da Rua Coronel Souza Franco, no Centro, onde ele viveu até os 7 anos.

Órfão de mãe, Waltely voltou a morar na Capital, desta vez com a avó paterna, Maria Isabel de Castro Oliveira, quando o avô Arlindo Aquino de Oliveira – que dá nome à escola estadual da Vila Moraes – já havia falecido. Em São Paulo, fez o primário no antigo Grupo Escolar Miss Brown – atual Escola Fazendária – e o curso ginasial na E.E. José Cândido de Souza.

Aos 15 anos, veio para a casa dos tios Leonor e Orlando, na Rua Dr. Deodato Wertheimer, concluiu o colegial no Instituto de Educação Dr. Washington Luís e formou-se na Escola Comercial do Liceu Braz Cubas. O primeiro emprego foi aos 16 anos, como office-boy do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae).

Em seguida, passou pela Aços Anhanguera, foi sócio-proprietário de uma imobiliária e, de 1977 a 1982, comandou a loja Nico Sport. No ano seguinte, como o pai era vice do ex-prefeito Antônio Carlos Machado Teixeira, Waltely assumiu como diretor de Esportes. Nesta época, exerceu ainda sua aptidão para o jornalismo, como locutor nas rádios Líder e Metropolitana. Também gerenciou o Terraço Paulo e trabalhou na Suzano Papel e Celulose, antes de começar na Prefeitura de Suzano, onde foi um dos fundadores e presidente do Ecus e se aposentou como assessor de imprensa, em 2004.

O envolvimento com o futebol teve início aos 17 anos, na equipe infantil do Grêmio Esportivo Valmet, passando pelo Vila Santista, União e Comercial – neste último foi técnico

Waltely era casado com a professora aposentada Sandra Regina Aquino de Oliveira há 40 anos, e deixa além dela os filhos Walbert Augusto, Vitor Hugo, Mariana e Taiguara, netos e bisnetos.

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