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Mortalidade infantil em Mogi tem menor índice em 20 anos, aponta Seade

Com 9,88 mortes de crianças menores de um ano por mil nascidas vivas, Mogi das Cruzes atingiu, em 2020, a menor taxa de mortalidade infantil da história. No ano passado, o município contabilizou 149 óbitos, entre 6.764. Os dados, divulgados no último dia 10, são da publicação anual realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de […]

Por O Diário
17/11/2021 17h06, Atualizado há 57 meses

Com 9,88 mortes de crianças menores de um ano por mil nascidas vivas, Mogi das Cruzes atingiu, em 2020, a menor taxa de mortalidade infantil da história. No ano passado, o município contabilizou 149 óbitos, entre 6.764. Os dados, divulgados no último dia 10, são da publicação anual realizada pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

Em Mogi, do total de 94 óbitos em 2020, 23 foram durante o chamado neonatal precoce (entre zero e seis dias de vida), 13 no neonatal tardio (entre 7 e 27 dias) e 23 no pós-neonatal (entre 28 e 364 dias).

A taxa de Mogi é parecida com cidades vizinhas, como Suzano, que registrou 9,94 óbitos de menores de um ano a cada mil nascidos vivos em 2020; Itaquá teve 12,57 e Ferraz de Vasconcelos atingiu 8,54. 

Anteriormente, o menor índice registrado em Mogi foi visto em 2017, quando chegou a 10,24. A taxa cresceu nos ano seguinte, passando para 13,05 em 2018. Depois disso houve nova redução, de 11,37 em 2019. 

A fundação mostra que a mortalidade caiu bem, principalmente quando comparada há 20 anos. Em 2000, o índice chegava a 22,03. 

A taxa de mortalidade infantil apresentou queda em todo o estado de São Paulo. Em 2020 foi de 9,75 óbitos de menores de um ano a cada mil nascidos vivos – a menor já registrada. 

As menores taxas de mortalidade infantil foram observadas em São José do Rio Preto (7,8 por mil nascidos vivos), Ribeirão Preto (8,6) e Campinas (8,9). Já as maiores ocorreram na Baixada Santista (11,1), Registro (10,7) e Itapeva (10,5). 

“Está é uma marca histórica fruto de um trabalho conjunto e contínuo entre o estado e os 645 municípios. As iniciativas e ações preventivas voltadas para a saúde da mulher e da criança fizeram com que São Paulo chegasse a um patamar único em sua história. O objetivo agora é ainda mais desafiador e vamos trabalhar para continuar diminuindo estes índices”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn.

De acordo com o governo do estado, aproximadamente nove a cada dez mortes infantis estão relacionadas a doenças originadas no período perinatal (entre 22 semanas de gestação até os sete dias após o nascimento do bebê), como malformações congênitas; doenças infecciosas e parasitárias, e do aparelho respiratório.

Fundação

A Fundação Seade produz estatísticas de mortalidade a partir dos registros de óbitos enviados mensalmente pelos cartórios de registro civil de todos os municípios paulistas.

O Seade Mortalidade contempla indicadores para o Estado de São Paulo, suas regiões e municípios, elaborados a partir de estatísticas e projeções populacionais produzidas pela Fundação Seade.

O período neonatal precoce (de 0 a 6 dias de vida) é quando ocorre a maior proporção dos óbitos infantis, com 51% do total.

 

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