Morte de três ciclistas em menos de um mês provoca protestos em Mogi
A morte de três ciclistas nas avenidas Álvaro Pavan, no Centro Cívico, e Lothar Valdemar Hoehne, no Rodeio, e na Estrada das Varinhas, em um intervalo de 24 dias provocou a reação de coletivos de um modal que passou a ser mais usado por economia, além do esporte e lazer. As bikes não desfrutam de […]
08/05/2022 14h48, Atualizado há 51 meses
A morte de três ciclistas nas avenidas Álvaro Pavan, no Centro Cívico, e Lothar Valdemar Hoehne, no Rodeio, e na Estrada das Varinhas, em um intervalo de 24 dias provocou a reação de coletivos de um modal que passou a ser mais usado por economia, além do esporte e lazer. As bikes não desfrutam de faixas específicas, nem em corredores de maior circulação de veículos.
Dois acidentes ocorreram no final da tarde e em dias de semana, em vias muito usadas pelos mogianos; o terceiro, em um domingo. Essa particularidade é levada em consideração pelos defensores de uma ação mais forte pela educação para o trânsito e a adoção de meios viários (ciclofaixas) e de fiscalização para conter o excesso de velocidade e os acidentes.
Um protesto foi realizado na noite de segunda-feira (2), ne frente ao Terminal Estudantes. Nele, os ciclistas pediram pela vida. Em uma das faixas, lia-se “Pare de nos matar” (leia editorial deste sábado).
Uma audiência pública será realizada nos próximos dias na Câmara Municipal para encontrar saídas para a insegurança enfrentada pelos ciclistas, segundo divulgou o presidente da casa, o vereador Marcos Furlan.
A Prefeitura reesquentou nota sobre esforços de agendas como o Maio Amarelo – uma série de eventos que busca promover a educação no trânsito.
Em outra resposta, a conferir, disse que será inaugurada neste mês a rota criada para os ciclistas na avenida João XXIII, cujas obras foram iniciadas no ano passado. O local já tem sido usado, mesmo antes do término, inclusive por pedestres e corredores.
As cidades brasileiras ainda estão adaptando a malha viária para atender esse meio de transporte barato, ecologicamente recomendado, e que faz bem à saúde do praticante.
Apenas ciclofaixas e rotas não vão combater esse alto índice de mortalidade. Nas estradas da cidade, a redução da fiscalização eletrônica expõe o usuário a mais riscos – radares eletrônicos têm sido retirados e não são repostos. Isso também está acontecendo nas ruas de Mogi: o contrato para a manutenção dos radares na cidade acabou em agosto passado e, somente agora, testes estão sendo feitos para a retomada do olhar eletrônico em vias de maior movimento e riscos. Enquanto isso, famílias choram as mortes de ciclistas que saíram, para não voltar para a casa.
Peter, Jair, Osmar e Alessandro
A atenção com os conflitos de trânsito volta ao noticiário de tempos em tempos. No ano passado, um ato público ocorreu após o acidente com Alessandro Palazzi, que teve a perna amputada. Naquela ocorrência, o motorista fugiu.
O mesmo aconteceu no domingo último, quando dois missionários, Peter Vitek e Isaac Trejo, foram atingidos por um caminhão. Vitek morreu e uma missa de corpo presente na Associação São Lourenço, hoje (7), marca as despedidas dos amigos. O corpo do missionário será traslado para a Eslováquia, onde ele nasceu. No dia 24 de abril, Jair Monteiro de Moraes, de 64 anos, teve morte imediata após ser atingido na rua Álvaro Pavan. Na semana passada, o pai de família, James Rodrigues Santos morreu a poucos metros de sua casa, no Rodeio. Ele voltava para casa, quando foi atingido por um caminhão. Deixou a mulher e uma bebê, com apenas 9 meses.