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Na prisão, “Pedrinho” matou o pai que havia assassinado a mãe dele com 21 facadas

A biografia de Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador, encontrada em reportagens em jornais, revistas, televisões e, mais recententemente, no canal mantido por ele e em podcasts, começa com um nascimento traumático. O conhecido serial killer conta que nasceu em uma fazenda da cidade de Santa Rita do Sapucaí, em 29 de outubro de 1954, […]

Por O Diário
06/03/2023 12h01, Atualizado há 40 meses

A biografia de Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador, encontrada em reportagens em jornais, revistas, televisões e, mais recententemente, no canal mantido por ele e em podcasts, começa com um nascimento traumático. O conhecido serial killer conta que nasceu em uma fazenda da cidade de Santa Rita do Sapucaí, em 29 de outubro de 1954, com o crânio machucado porque, em uma briga, o pai dele, Pedro Rodrigues, desferiu chutes na barriga da mulher grávida. A história não terminou aí. O pai matou a mãe e Pedro Filho vingou a morte dela, 20 anos depois, com 22 facadas, quando ambos estavam em uma prisão.

A vida do matador considerado um dos maiores serial killers do Brasil tem dados que se divergem, como a procura por informações sobre ele logo revela – em alguns locais, aparece a informação de que, ao matar o pai, ele teria comido parte do coração dele. Porém, em entrevistas dadas pelo assassino confesso como uma feita pelo jornalista Marcelo Rezende, da TV Record, ele não confirma esse fato.

ASSISTA AQUI UMA DESSAS ENTREVISTAS

Verdade é que Pedro Matador praticou o parrícídio – quando o filho matou o pai, a mãe ou algum parente, em 1974, um ano depois de ter sido preso pela primeira vez – ele permaneceu 42 dos 68 anos em presídios como os de Araraquara e Taubaté.

Nos anos 1970,  ele recebeu perdeu a mãe e conseguiu ir ao enterro, quando jurou vingança. O pai havia cometido um feminicídio – a matou com 21 facadas. De volta a prisão, ficou sabendo que o homicida estava no mesmo local, em uma área destinada a estupradores.

A Marcelo Rezende, ele falou sobre o assassinato do pai: “Ele deu 21 facadas na minha mãe, então dei 22”, disse.

Já sobre o ato seguinte, que teria sido comer o coração do pai, ele não confirmou ao repórter: “O povo diz na internet que comi o coração dele. Não, eu simplesmente cortei, porque era uma vingança, não é? Cortei e joguei fora. Tirei um pedaço, mastiguei e joguei fora”, afirmou.

Nesta mesma conversa, o assassino explicou que havia usado uma peixeira, apesar de ter, na cintura, um revólver surrupiado de um policial dentro da prisão – a arma, no entanto, segundo acrescentou, foi devolvida ao agente público. A faca havia sido feita dentro do próprio presídio.

A maior parte dos primeiros crimes tinha uma característica: foram a partir de golpes a faca ou do estrangulamento e quebra do pescoço da vítima.

Com o passar do tempo, apesar de dizer que não sentia remorso, ele afirmou que não tinha prazer em matar (algo que ele havia tatuado no corpo, quando era mais novo, e depois apagou).

Os detalhes dos crimes horrendos costumam ser alterados em uma varredura entre o que já foi escrito e falado sobre Pedrinho Matador que morreu executado por tiros na manhã de domingo (5) em Mogi das Cruzes, em frente a casa de familiares, na rua José Rodrigues da Costa, na Ponte Grande, um lugar para onde ele sempre retornava.

Sobre o nascimento dele, a marca da violência inscrevia o que seria a maior parte da vida do homem que circulou por bairros mogianos, da Capital e mais recentemente de Santos.

Segundo ele contava, o perfil violento do pai foi repetido por ele, já na infância, quando ele quase matou um primo após uma discussão.

Família

Antes tirar a vida do pai, o assassino começou a matar por causa de uma injustiça que teria sido cometida contra o pai pai pelo vice-prefeito da cidade de Alfenas. 

Pedro, o pai, teria sido acusado “injustamente” por um roubo. Pedrinho, o filho, matou o autor da demissão, à época, o vice-prefeito, e, algum tempo depois, também um outro guarda, que teria sido apontado como o responsável pelo furto que resultou. Esse episódio resultou nos dois dos primeiros assassinatos da ficha que possui centenas – ao menos 71 mapeados pela justiça brasileira. 

Livros e entrevista mostram o perfil de Pedro Rodrigues Filho. Um deles é o Serial Killers – Made In Brasil, de Ilana Casoy, onde é possível encontrar perfis de outros matadores profissionais. Nele, Ilana Casoy, criminóloga, roteirista e escritoras apresenta a trajetória dos assassinos em série do país, como Pedrinho Matador, Helinho Brasileiro, Cabo Bruno, Maníaco de Goiânia, além de outros.

 

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