Nachi aposta em soluções de robotização para indústrias
Oferecer soluções em robotização para atender os desafios da transição da indústria convencional para a 4.0 é a aposta da Nachi Robotic Systems Brasil, instalada no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes. Para isso, disponibiliza uma linha completa, inclusive de robôs colaborativos, que trabalham lado a lado com seres humanos em total […]
02/07/2022 08h06, Atualizado há 49 meses
Oferecer soluções em robotização para atender os desafios da transição da indústria convencional para a 4.0 é a aposta da Nachi Robotic Systems Brasil, instalada no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes. Para isso, disponibiliza uma linha completa, inclusive de robôs colaborativos, que trabalham lado a lado com seres humanos em total segurança e sem a necessidade de barreira de isolamento.
Atualmente, a unidade brasileira intensifica esforços para ampliar o uso de robôs também em empresas de pequeno e médio portes, com objetivo de desmistificar o conceito de que apenas grandes corporações ou montadoras de automóveis possuem condição para esse tipo de investimento.
“Esperamos com isso, difundir a cultura de aprimoramento dos processos produtivos através da robotização, elevando o patamar da indústria nacional que tem sofrido com o sucateamento nos últimos anos e garantindo que cada vez mais empresas possam usufruir desses benefícios”, explica o gerente geral da Divisão de Vendas de Rolamentos e Robôs, Anderson Santos.
A atuação da Nachi na área de robótica já soma mais de seis décadas. Desde 1968, a empresa produz robôs industriais de alta performance, no Japão, e em 2013 entrou no mercado de robôs compactos, desenvolvendo produtos com reconhecimento pelo nível de excelência com que desempenham tarefas complexas dentro do processo de automação dos clientes.
Com a advento da indústria 4.0, que está transformando em ritmo acelerado a rotina do ambiente industrial e dos modelos de negócio mundo afora, por meio da inclusão de tecnologias como a internet das coisas (IoT), segurança cibernética, computação em nuvem e inteligência artificial (AI), a incorporação de robôs à linha de produção dos mais diversos segmentos vem ganhando cada vez mais destaque, especialmente neste contexto.
“Robôs são equipamentos desenvolvidos para tarefas que exigem movimentos rápidos, padronizados e precisos, em ambientes que requerem força e resistência, em atividades insalubres ou que apresentem riscos ao ser humano”, completa Santos.
De olho neste mercado, segundo ele, a Nachi trabalha para viabilizar o aprimoramento dos processos produtivos, a melhoria contínua da qualidade dos produtos, possibilitar a redução dos custos e estimular a maior capacitação da mão de obra, atualmente aplicada nessas tarefas, no sentido de realocar essa massa de trabalho para operações mais “nobres”, que agreguem mais valor à empresa e proporcionem maiores ganhos aos colaboradores.
Indústria 4.0
O termo indústria 4.0 origina-se da 1ª Revolução Industrial, que teve início com aplicação de máquinas a vapor nos processos produtivos, a indústria 1.0. Com o advento da eletricidade, criaram-se linhas de produção em série, a indústria 2.0. Mais recentemente, quando a automação passou a protagonizar o cenário industrial, surgiu a indústria 3.0. E, com a inteligência incorporada às máquinas, a indústria 4.0.
O novo ciclo, também chamado de 4ª Revolução Industrial, une um amplo sistema de tecnologias avançadas como Inteligência Artificial (IA), robótica, Internet das Coisas (IoT) e computação em nuvem, que estão mudando as formas de produção e os modelos de negócios no Brasil e no mundo.
As novas tecnologias são capazes de monitorar equipamentos, ferramentas e componentes por meio de AIoT (Inteligência Artificial das Coisas) e oferecer visão computacional, que permite não apenas a comunicação de dispositivos e processos independentes entre si por meio da IoT, mas também a tomada de decisões e soluções de problemas simples com uso da inteligência artificial. É possível, ainda, obter, tratar, processar e compartilhar dados em tempo real, gerando informações sobre processos, manutenção e outras lacunas, além de integrar unidades e organizações de cada cadeia produtiva, facilitando o alinhamento e a sinergia entre a indústria, parceiros e fornecedores.
De acordo com Santos, como resultado, os processos são otimizados. “Eles se tornam mais transparentes e inteligentes, e permitem a identificação e eliminação de descompassos na rotina fabril, o aumento da produtividade e redução de custos, resultando em maior competitividade”, enfatiza.
Até 2026, a expectativa do mercado global para a indústria 4.0 é atingir USD220 bilhões. Em 2020, esse número foi de USD 9 bi, segundo dados da “Industry 4.0 – Market Trajectory and Analytics”.
Na avaliação de Santos, as perspectivas são de que a alavancagem do segmento ocorra, principalmente, nos campos de IoT e impressão 3D. “O mundo, cada vez mais, buscará processos com maior produtividade e eficiência, redução de desperdícios com eficiência energética e operações mais limpas e ambientalmente responsáveis”, completa, destacando que ações, como melhoria da formação da mão de obra, dos equipamentos e o investimento em novas tecnologias, como robôs, é primordial às empresas