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Novo grupo empresarial é articulado em defesa da região

Podem estar próximos do fim os tempos de tranquilidade e de reeleições fáceis para a atual Diretoria Regional do Ciesp-Alto Tietê. Reeleita em caráter homologatório nas eleições de segunda-feira (5), em Mogi das Cruzes, já que apenas a sua chapa concorria ao pleito, o seu futuro mandato poderá sentir os sinais característicos de uma oposição […]

Por O Diário
08/07/2021 18h21, Atualizado há 61 meses

Podem estar próximos do fim os tempos de tranquilidade e de reeleições fáceis para a atual Diretoria Regional do Ciesp-Alto Tietê. Reeleita em caráter homologatório nas eleições de segunda-feira (5), em Mogi das Cruzes, já que apenas a sua chapa concorria ao pleito, o seu futuro mandato poderá sentir os sinais característicos de uma oposição vindos de um grupo de empresários insatisfeitos com os rumos que vem tomando o setor industrial do Alto Tietê.

Segundo apurou a coluna, uma nova entidade, sem vínculos políticos ou com qualquer outra instituição já existente ligada ao empresariado estaria sendo forjada nos bastidores do setor empresarial regional, devendo centralizar sua força e ações a partir de Mogi das Cruzes e Suzano, as duas principais cidades da região. Uma das metas do grupo seria atuar junto com as prefeituras do Alto Tietê para fortalecer o setor e incentivar a vinda de novas empresas para a região que, desde a instalação da unidade de componentes estampados da General Motors, numa área de 426 mil m², no bairro do Taboão, em Mogi,  em novembro de 1999.

Um dos pontos que mais incentivam a criação do novo grupo é justamente o espaço existente para sua ação em questões de interesse regional, como o projeto do governo estadual de instalar um pedágio na Mogi-Dutra. Ao contrário de outras oportunidades em que o setor empresarial esteve representado em ações comunitárias desse tipo  – contra o lixão, por exemplo – atualmente o empresariado  acompanha tudo à distância justamente pela falta de uma entidade capaz de agrupá-los em torno de uma causa que interessa sobremaneira às empresas que dirigem, já que implicará em aumento de custos para o que é produzido no Alto Tietê e precisa ser transportado para o consumo  fora da região.

Há tempos, o diálogo mais aberto, franco e necessário entre empresas, prefeituras e parlamentares que representam o Alto Tietê junto aos setores estadual e federal dos governos anda capenga por falta de quem incentive esta interlocução de maneira mais produtiva e eficiente.

E o que se tem feito para impedir uma possível e cada dia mais evidente fuga de indústrias da região, atraídas por benefícios de outras cidades, alcançados à base de um diálogo quase impossível por aqui?

Pois são justamente estes e outros pontos que têm incomodado alguns empresários que gostariam de ver um setor empresarial mais pujante e participante das questões locais e regionais, atuando ao lado das autoridades de cada cidade na busca do bem comum para todos esses municípios.

O discurso, pelo menos, já está afinado. Resta agora esperar para analisar melhor as propostas de ação da futura entidade quando elas estiverem sendo colocas em prática. Todos sabem perfeitamente que “na prática, a teoria é outra” e, por isso mesmo, vale aguardar o início de atividades para se avaliar, até mesmo pelo peso de seus futuros integrantes, como será o poder de fogo do novo grupo que chega disposto a mudar muita coisa na relação empresas-comunidade-poder público, em todo o Alto Tietê.

Vale esperar para conferir.

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