O que podemos aprender com Marcos Mion na Globo
“Fátimaaa”. Ao gritar para apresentadora Fátima Bernardes, dona das manhãs na Globo, Marcos Mion marcava o seu reinício de vida artística na emissora platinada, a realização de um sonho e o resultado de muitas orações em família, conforme o artista revelou em entrevista ao Fantástico neste domingo. “A gente sempre orava para eu voltar para […]
15/08/2021 22h45, Atualizado há 60 meses
“Fátimaaa”. Ao gritar para apresentadora Fátima Bernardes, dona das manhãs na Globo, Marcos Mion marcava o seu reinício de vida artística na emissora platinada, a realização de um sonho e o resultado de muitas orações em família, conforme o artista revelou em entrevista ao Fantástico neste domingo. “A gente sempre orava para eu voltar para a Globo”, disse.
Mas por que começar a falar de Marcos Mion em um canal que destacas boas iniciativas em uma cidade? Mudamos para um canal de entretenimento e televisão?
O Canal Criaticidade quer mostrar o que podemos aprender com a empolgação do apresentador ao voltar às suas origens, à casa onde começou sua carreira artística. Afinal, a busca por melhorar o local em que vivemos começa pela busca em viver bem onde moramos e onde trabalhamos.
Quem acompanha Marcos Mion pelas redes é apresentado a uma família de mionzeiros, como ele mesmo define. O artista leva aos seus 14 milhões de seguidores no Instagram a dedicação ao trabalho que escolheu, o cotidiano de uma família mioinzeira e a vida ao lado de uma criança com necessidades especiais.
Mion é pai de autista e mostra diariamente como é a vida com o menino Romeo, 16 anos. Não só: ele dá voz para essas famílias, para seus problemas, e emociona.
Mas, recentemente, Mion empolgou seus seguidores com sua própria empolgação de ser contratado pela Rede Globo. Foi recebido pela emissora com tapete vermelho na quinta-feira, 12, e entrevistado por Fátima Bernardes no dia seguinte. Vai comandar o Caldeirão, aos sábados, no lugar de Luciano Huck a partir de 4 de setembro.
A reação de Mion é um exemplo de reconhecimento e satisfação com um novo trabalho, algo tão incomum nos dias atuais. As relações de trabalho, hoje, são de troca: eu te dou parte do meu tempo e dedicação e você me dá um valor combinado para isso. Contrata-se obrigação e não empolgação.
A reação de Mion faz reacender em alguns mais comprometidos, aquele orgulho do lugar que trabalha, um orgulho talvez esquecido pelos anos de trabalho. No empregador, deve reacender a percepção de importância que aquele crachá é na vida de outros e a responsabilidade que isso carrega.
Entender essa importância e se orgulhar do nome no crachá são ingredientes essenciais para o sucesso do trabalho. E o sucesso do trabalho é sucesso certo na empresa ou no cargo público.
Mion nos ensina não só a persistir em um projeto de vida. Dá uma aula de reconhecimento ao lugar que nos acolheu para tirarmos nosso sustento. E a valorizar o ambiente de trabalho, para que aquilo não seja um fardo, mas sim uma oportunidade que temos para construir algo ao lado de colegas com o mesmo objetivo.
O sucesso de um trabalho, de uma jornada na empresa ou de um projeto no sistema público para uma cidade passa por essa vontade, valorização, reconhecimento e empolgação.
É o que podemos tirar de exemplo dessa empolgação toda. Ao Mion, sucesso na nova jornada. E que logo ele possa voltar na Fátimaa!