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Para Temer, Henrique Meirelles e Lula podem dar continuidade a responsabilidade fiscal

O ex-presidente Michel Temer afirmou durante o evento E Agora, Brasil? promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, em São Paulo, que o apoio de seu ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, pode dar sequência à responsabilidade fiscal, com a criação do teto de […]

20 de setembro de 2022

Reportagem de: O Diário

O ex-presidente Michel Temer afirmou durante o evento E Agora, Brasil? promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico, em São Paulo, que o apoio de seu ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao candidato à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, pode dar sequência à responsabilidade fiscal, com a criação do teto de gastos, que começou em seu mandato.

O ex-ministro Meirelles formalizou apoio a Lula ontem, o que foi entendido pelo mercado financeiro como uma possibilidade de Meirelles integrar o governo, caso Lula seja eleito. Temer disse que espera ‘ingenuamente’ que o teto de gastos seja mantido no próximo governo, com qualquer dos candidatos eleito.

– Ele (Meirelles) vai poder explicar a importância do teto de gastos. Achei boa a aproximação (de Lula) porque Meirelles foi um dos patrocinadores do teto – afirmou.

Para justificar a sua adesão à candidatura de Lula, Meirelles citou resultados econômicos obtidos no período em que participou do governo do petista.

— Quero me ater a fatos específicos e que mostram a comparação brutal. Quando trabalhamos juntos no governo, trabalhamos oito anos. Neste período, mais de dez milhões de empregos foram criados, isso é um fato, não é questionável. Cerca de 40 milhões de brasileiros saíram da pobreza. Isso mudou a vida do País.

Tanto Lula quanto o presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL terão que fazer modificações no teto de gastos se quiserem manter o valor do Auxílio Brasil em R$ 600 em 2023. Lula critica o teto de gastos e promete modificá-lo caso seja eleito.

Temer disse que não foi fácil estabelecer uma regra em que o presidente não pode gastar e o Congresso não pode postular as verbas como queira. Para essa aprovação, afirmou Temer, ele teve que contar com a aprovação do Congresso.

O ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (União Brasil) declarou apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em encontro promovido pelo petista na manhã de ontem a com outros ex-candidatos ao Palácio do Planalto.

Meirelles foi convidado para o ato desta segunda-feira por Alckmin. O apoio do ex-presidente do Banco Central tem caráter exclusivamente político e não deve incluir, pelo menos em um primeiro momento, a sua participação em discussões do programa econômico do candidato do PT.

Quando foi ministro da Fazenda de Michel Temer (MDB), após o impeachment de Dilma Rousseff, Meirelles implantou o teto de gastos. A medida, que visa conter a expansão a expansão das despesas do governo, é criticada por Lula e pelo PT. Caso o petista seja eleito, a ideia é levar ao Congresso uma PEC para acabar com o mecanismo.

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