Partido espera definição de Caio sobre candidaturas
A possibilidade do lançamento da atual vice-prefeita mogiana, Priscila Yamagami, como candidata a deputada federal pelo PODE começa a ser avaliada com mais seriedade pelo prefeito Caio Cunha, diante de circunstâncias internas e externas do partido e da política local. Mesmo sendo amigo do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), a quem poderia dar apoio nas […]
16/09/2021 12h36, Atualizado há 59 meses
A possibilidade do lançamento da atual vice-prefeita mogiana, Priscila Yamagami, como candidata a deputada federal pelo PODE começa a ser avaliada com mais seriedade pelo prefeito Caio Cunha, diante de circunstâncias internas e externas do partido e da política local.
Mesmo sendo amigo do deputado federal Marco Bertaiolli (PSD), a quem poderia dar apoio nas eleições do próximo ano, Caio tem o que se pode chamar de “compromisso moral” com a presidente nacional de seu partido, deputada Renata Abreu, que foi o grande pilar de sustentação da campanha que o conduziu até a Prefeitura de Mogi das Cruzes. E, é claro que a conta política chega sempre junto com a próxima eleição.
Renata, que é deputada por São Paulo e candidata natural à reeleição, espera a retribuição do prefeito ao apoio que lhe foi dado no pleito local.
Caio reconhece sua dívida de gratidão – e de votos – com a amiga Renata, mas sabe também que o eleitor mogiano é muito sensível ao apoio de políticos locais a candidatos de fora da cidade ou região, os chamados paraquedistas.
E mesmo que muitos deles tenham sido bem votados nas eleições para deputado em Mogi, o prefeito sabe perfeitamente o inevitável desgaste que poderá sofrer deixando de apoiar os representantes da cidade para pedir votos para Renata Abreu.
Mas eis que nesse meio de campo surge uma outra opção que satisfaria os interesses do partido sem o desgaste do apoio a uma paraquedista: o lançamento de uma candidatura do PODE da própria cidade, o que, com o provável retorno do voto de legenda, ajudaria naturalmente na reeleição de Renata Abreu.
E o nome mais cotado, no momento, seria o da vice-prefeita, Priscila Yamagami, que já mostrou, durante a eleição municipal passada, que não é de temer disputas. Ao contrário, vai à luta, com muita garra, em busca dos votos. Tem bom discurso e disposição para enfrentar novos desafios.
Enquanto permanece entre a cruz e a caldeirinha na busca da melhor alternativa para a futura campanha, cada dia mais próxima, o prefeito Caio Cunha também tem consciência de que terá de entrar na disputa para vencer, seja apoiando uma ou outra candidata, ou até mesmo uma terceira via, já que nada ainda é definitivo.
Ele tem consciência de que não pode entrar numa campanha para “passar vergonha” ou “cumprir tabela”. E, por isso mesmo, ainda tem algum tempo para uma tomada de decisão, a qual terá de ser acertada, sob o risco de ter reflexos na inevitável corrida para a reeleição, que começa no dia seguinte ao futuro pleito.
Ou será que já começou?