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Pedágio, presente de grego para Mogi

Por volta de uma década atrás, quando esta cidade travou uma de suas maiores batalhas comunitárias para impedir a instalação de um lixão na futura área industrial do Taboão, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), sempre que visitava Mogi e era questionado sobre o assunto, costumava repetir uma frase que se tornou conhecida dos mogianos: “A […]

Por O Diário
19/05/2021 17h36, Atualizado há 63 meses

Por volta de uma década atrás, quando esta cidade travou uma de suas maiores batalhas comunitárias para impedir a instalação de um lixão na futura área industrial do Taboão, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), sempre que visitava Mogi e era questionado sobre o assunto, costumava repetir uma frase que se tornou conhecida dos mogianos: “A cidade é soberana; se ela não deseja, isso não irá acontecer”. 
Era algo que, se não colocava uma pedra definitiva sobre os planos de uma poderosa empreiteira de transformar o Taboão num enorme depósito de lixo -o que só aconteceria algum tempo depois -, servia como um alento saber que o governador, vencedor das eleições em Mogi, estava ao lado da cidade em sua luta. E que no momento exato em que fosse acionado, o Estado reagiria negativamente ao ambicioso projeto, altamente danoso para o futuro de toda a cidade.

Atualmente, Mogi se vê diante de uma nova ameaça ao seu desenvolvimento, mas com uma diferença fundamental. Hoje, a instalação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, apontado por entidades, políticos, empresários e pela população em geral como algo danoso para a economia local e regional, advém de uma ação conjunta da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e do próprio governo do Estado de São Paulo.

E a população, assustada diante de uma ameaça vinda do próprio estado, fica a indagar com quem ela poderá contar para fazer valer a sua soberania e impedir que aconteça algo que a sua comunidade já mostrou que não quer e não aceita.
E mais que isso: de que valeram os votos e a confiança depositados no atual governador do Estado, vencedor das últimas eleições na cidade?

Ao dar a vitória a João Doria (PSDB), no momento em que ele era duramente acossado  pelo seu maior adversário, Márcio França (PSB), Mogi deu uma demonstração de confiança no tucano para a parceria pactuada por meio do voto. 
A proteção eleitoral dada a ele previa mutualidade. Só que, em lugar disso, Mogi acabou desprotegida e ainda recebendo um verdadeiro presente de grego.

Ao brindar Mogi das Cruzes com o pedágio, avalizado pelo próprio governador ao assinar o decreto que autorizou a Artesp abrir a concorrência para a concessão do lote de rodovias, o governante traiu a confiança nele depositada pela cidade. 

Em lugar de reconhecer a soberania e o direito de escolha dos mogianos, o governo insiste em levar adiante um plano que simplesmente contraria tudo isso. Infelizmente.

De olho na CPI

Quando questionadas pelo Instituto Paraná Pesquisas, se já ouviram falar na CPI da Covid do Senado, 66% das pessoas responderam que sim e 34% que não. Entre os que responderam positivamente, 39% estão acompanhando os trabalhos da CPI, enquanto 27% disseram que não. Ainda entre os que responderam afirmativamente à primeira indagação, 44% acham que  CPI é só um jogo político-eleitoral que não vai dar em nada; enquanto 20% acreditam que vai ajudar a punir os culpados pelas falhas nos serviços públicos que levaram a mortes na pandemia. Outros 2% não opinaram. A pesquisa ouviu 2.140 pessoas, por telefone, em 196 cidades de 26 estados e Distrito Federal, de 12 a 17 de maio. A margem de erro é de 2%, com grau de confiança de 95%.

Frente vai se posicionar

Está marcada para o próximo dia 28, na cidade de Suzano, a próxima reunião da Frente Parlamentar Intermunicipal, que reúne os presidentes das câmaras municipais das cidades do Alto Tietê. O principal assunto do encontro será um debate sobre o pedágio que o governo estadual promete implantar na ligação rodoviária Mogi das Cruzes-Via Dutra, nas proximidades do trevo da rodovia Ayrton Senna.  E se depender do presidente da entidade, o vereador mogiano Otto Flôres de Rezende (PSD), a Frente deverá assumir um firme posicionamento para tentar impedir a instalação do posto de cobrança na estrada construída por Mogi, o qual poderá afetar negativamente a economia de toda a região.

“A luz do equilíbrio”

O presidente do PSDB de Mogi e coordenador regional do partido, ex-prefeito Marcus Melo, e o secretário-geral, Daniel Teixeira de Lima, assinaram a nota de pesar pelo falecimento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Entre outras coisas, diz que ele, aos 41 anos, “além de grande gestor público, foi uma luz que guiava o nosso partido ao equilíbrio, às raízes da social democracia brasileira, em meio a estas trevas que insistem em ascender”.  Além de demonstrar sentimento aos familiares de Bruno, os tucanos destacam ainda que “o legado de bom trato com a causa  pública da democracia de Bruno Covas ficará em todos nós”. A manifestação foi encaminhada à família do falecido prefeito.

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