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Pedreiro morre ao cair de telhado de escola em César de Souza

A Polícia Civil investiga a morte do pedreiro Francisco de Souza Meira, 56 anos, morador de Guarulhos, ao cair do telhado da quadra de esportes da escola estadual  Vereador Alcides Celestino Filho, no Jardim São Pedro, no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes, no início da tarde desta terça-feira (3). Ele realizava […]

Por O Diário
05/08/2021 18h40, Atualizado há 61 meses

A Polícia Civil investiga a morte do pedreiro Francisco de Souza Meira, 56 anos, morador de Guarulhos, ao cair do telhado da quadra de esportes da escola estadual  Vereador Alcides Celestino Filho, no Jardim São Pedro, no distrito de César de Souza, em Mogi das Cruzes, no início da tarde desta terça-feira (3).

Ele realizava consertos na estrutura, quando segundo os colegas de trabalho que o acompanhavam no momento, teria escorregado e caído na quadra de esportes da unidade de ensino, onde morreu.

A ocorrência foi atendida por policiais militares e o corpo do pedreiro somente teve liberação e encaminhamento ao Instituto Médico Legal após perícia realizada pela Polícia Científica, que irá colaborar na investigação sobre o caso. 

O Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação (Afuse) denuncia a constante falta do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) por funcionários de empresas contratadas pela Secretaria de Estado da Educação para realizar reformas em escolas da rede e solicitará que a pasta reforce a fiscalização para evitar novos acidentes.

“O Governo do Estado de São Paulo está reformando as escolas, mas o que vemos é a falta de EPIs por funcionários das empresas contratadas. Neste caso, não nos cabe essa cobrança, já que a Afuse cuida dos funcionários concursados da Educação e a empresa contratada é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação. Caberia ao Ministério do Trabalho e ao sindicato que cuida dos profissionais da construção civil, mas de qualquer forma, solicitaremos à Secretaria de Estado da Educação que reforce a fiscalização a essas empresas por ela contratadas quanto ao cumprimento da segurança destes profissionais”, explica Ingrid Dias Penachio, diretora regional da Afuse em Mogi.

Ainda segundo ela, as escolas estaduais estão passando por reformas com alunos em suas dependências. “No momento em que este prestador de serviços caiu do telhado, estava havendo aulas normalmente e os alunos ficaram muito assustados. A manutenção da quadra não impede o funcionamento da escola, mas em outras unidades de ensino há maquinários pesados dentro da escola, com muitos profissionais de empresas que prestam serviços sem o uso de equipamentos necessários para proteção”, diz.

Ingrid também relata que há informações de que a vítima fatal, assim como outros funcionários que atuavam na escola no movimento do ocorrido, não usavam EPIs. “Ele não tinha nenhum equipamento de segurança para andar em cima do telhado, de onde caiu e morreu na hora. O que vemos nas escolas que estão passando por reforma em Mogi é que muitos não têm equipamentos de proteção e estão com maquinários pesados dentro dos pátios, onde qualquer aluno e, principalmente as crianças, podem se machucar”, denuncia.

Procurada por O Diário, a Secretaria de Estado da Educação informou, em nota enviada às 19h54 desta quinta-feira (5) ao jornal, que lamenta a fatalidade e esclarece que, conforme estabelecido nos termos contratuais, a responsabilidade pela gestão da obra, contratação de profissionais e equipamentos, tanto de construção, como de segurança, é da empresa contratada.

 

 

 

 

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