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PF cumpre mandado de busca e apreensão em Mogi, Vale do Paraíba e região

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Mogi das Cruzes pela Policia Federal, no âmbito da operação “Hoste do Vale”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (29), em busca de suspeitos de envolvimento com uma milícia privada, comandada por particulares e integrada por agentes públicos, que atuava por meio de ameaças e do emprego […]

Por O Diário
29/06/2023 19h16, Atualizado há 37 meses

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Mogi das Cruzes pela Policia Federal, no âmbito da operação “Hoste do Vale”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (29), em busca de suspeitos de envolvimento com uma milícia privada, comandada por particulares e integrada por agentes públicos, que atuava por meio de ameaças e do emprego da força, para praticar diversos outros crimes.

A operação conta com a participação de cerca de 90 policiais federais, que cumprem 16 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Criminal da Justiça Estadual de São José dos Campos/SP, nos municípios de São José dos Campos (2), Jacareí (7), Santa Branca (3), Mauá (2), Mogi das Cruzes (1) e Guarulhos (1).

O nome do suspeito de Mogi das Cruzes envolvido no caso ainda não foi divulgado. O Diário já entrou em contato com a PF para tentar levantar a identidade da pessoa envolvida e aguarda a resposta.  

De acordo com a PF, a investigação, iniciada a partir dos desdobramentos da operação “Pau na Gata I”, realizada em outubro de 2019, revelou a existência de uma milícia particular comandada por um ex-presidente de um sindicato de São José dos Campos (SP) e formada tanto por servidores públicos quanto por civis.

A delegada da Polícia Federal de São José dos Campos, Patrícia Helena Shimada, segundo site da CBN, explicou que o grupo, que seria liderado pelo ex-sindicalista Ivam Rodrigues, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção e Montagem Industrial (Sintricom), foi responsável pela coerção e intimidação praticada por meio de violência física e moral contra pessoas relacionadas à Refinaria Henrique Lage (Revap), na cidade, além de ataques contra bens ligados à refinaria, como depredação de ônibus e veículos particulares. Tais fatos ocorreram em 2019.

O trabalho investigativo, como informou a PF, constatou que existe uma ligação entre os  integrantes do grupo criminoso. Isso permitia que as tarefas fossem bem definidas dentro da estrutura da organização, que manteve suas atividades ilícitas inclusive para a defesa de outros interesses de terceiros.

A Polícia também identificou que a milícia, além da contratação de homens responsáveis por atos violentos e graves ameaças a bens e pessoas, contava com o apoio de agentes públicos que, se valendo dessa posição, realizavam consultas em bancos de dados para repassar aos líderes do grupo informações privilegiadas sobre vítimas e possíveis ações policiais em desfavor da organização criminosa.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de milícia privada, divulgação de segredo e falsidade ideológica, além de delitos relacionados à posse, porte e comercialização ilegal de armas de fogo. Se condenados, a pena pode chegar até 33 anos de prisão.

 

 

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