Policial militar à paisana que matou jovem em Santa Isabel é preso
O policial militar Tiago Cavalcante de Melo, que matou com um tiro na cabeça o jovem Matheus Nunes Siqueira, 22 anos, na madrugada da última quarta-feira (20), em um posto de combustíveis de Santa Isabel, foi preso nesta quinta-feira (28). Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o caso é investigado […]
28/04/2022 17h42, Atualizado há 52 meses
O policial militar Tiago Cavalcante de Melo, que matou com um tiro na cabeça o jovem Matheus Nunes Siqueira, 22 anos, na madrugada da última quarta-feira (20), em um posto de combustíveis de Santa Isabel, foi preso nesta quinta-feira (28).
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o caso é investigado pela Delegacia de Santa Isabel e uma equipe da unidade cumpriu o mandado de prisão temporária contra o autor dos disparos. “A Polícia Militar também instaurou IPM pela Corregedoria da instituição e acompanha as investigações”, trouxe nota encaminhada a O Diário pela assessoria de imprensa da SSP.
Matheus foi abordado por Tiago e mais um policial militar, ambos à paisana, quando estava com um amigo no posto de combustível. Os pms estavam abastecendo veículo no local e decidiram comer um lanche, quando suspeitaram de dois jovens em um carro. Eles teriam abordado a dupla sem dizer que eram policiais, segundo contaram em depoimento. Em seguida, retiraram os dois homens do meio do posto e os levaram para um canto para conversar, também segundo o depoimento.
Neste momento, Matheus correu e o policial Tiago o perseguiu e atirou. De acordo com relato do policial, o jovem teria olhado para trás, colocando a mão na cintura como se estivesse se preparando para retirar uma arma. No entanto, nenhuma arma foi encontrada junto de Matheus, apenas um aparelho celular.
Na última segunda-feira (25), em entrevista à TV Diário, o delegado Marcel Druziani, um dos responsáveis pela investigação do caso, explicou que a maioria das pessoas envolvidas já havia prestado depoimento e as investigações prosseguiam.
Segundo o delegado, as imagens das câmeras de segurança do posto de gasolina onde os envolvidos no caso estavam são divergentes com a versão de legítima defesa, apresentada pelo policial militar. Após a verificação do vídeo, foi expedido e cumprido o mandado de prisão. No entanto, a autoridade não confirma a execução e informa que vai continuar apurando o caso.