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Políticos precisam honrar o fio de bigode e as promessas feitas por onde passam

Apesar de ainda estar nos primeiros meses de sua administração, o governador Tarcísio de Freitas corre o sério risco de passar para a história como um político que não cumpre o que promete. Senão, vejamos. Durante suas inúmeras visitasa Mogi,  à procura de votos, durante a sua recente – e vitoriosa – campanha eleitoral para […]

7 de maio de 2023

Reportagem de: O Diário

Apesar de ainda estar nos primeiros meses de sua administração, o governador Tarcísio de Freitas corre o sério risco de passar para a história como um político que não cumpre o que promete.

Senão, vejamos. Durante suas inúmeras visitasa Mogi,  à procura de votos, durante a sua recente – e vitoriosa – campanha eleitoral para o governo do Estado, Tarcísio demonstrou grande firmeza ao tratar de temas de interesse da cidade. Prometeu reabrir o Pronto-Socorro do Hospital Luzia, em uma só canetada, no primeiro dia de seu governo. Não cumpriu.

Também foi enfático ao descartar, de uma vez por todas, a ameaça de pedágios nas estradas da região. E agora seu governo já anuncia cobrança para a rodovia Mogi-Bertioga. Daí para a Mogi-Dutra pode ser uma questão de metros.

O candidato, que foi o mais votado na cidade, também garantiu que iria estender o trajeto dos trens de subúrbio até o distrito de César de Souza.

Ou melhor, chegou a falar até mesmo num percurso até Sabaúna. Nada começou sequer a sair do papel, até agora.

Tudo isso serve para lembrar uma história dos tempos em que Waldemar Costa Filho era o prefeito de Mogi e Luiz Antonio Fleury Filho, o governador do Estado. 

Ambos não se bicavam por conta do distanciamento entre o governador peemedebista e o prefeito malufista.

Coube ao diretor do Ciesp e amigo de infância de Fleury, Angelo Albiero Filho, cuidar da reaproximação entre os dois.

Marcaram uma visita para que fizessem as pazes e o governador anunciasse a liberação de recursos para o município. Afinal, as torneiras estavam fechadas até aquele momento.

Waldemar quis mostrar força e reuniu uma pequena multidão, nas proximidades do Cemitério São Salvador, onde o palanque foi armado.

Durante o evento, os dois eram só mesuras e rapapés, como costumavam dizer os mais antigos em relação à troca de elogios entre os dois ex-rivais.

A certa altura de seu discurso, Fleury foi aplaudido ao dizer para Waldemar que entre os dois, a partir daquele instante, estariam dispensados os convênios ou burocracias do gênero.

“Nossas relações serão na base do fio de bigode”, disse o governador, prometendo mundos e fundos.
Fleury foi embora, o tempo passou e Waldemar não recebeu nem “mundos” e muito menos “fundos”.
Ficou irritado  e pensando na melhor forma de se vingar do político que não cumpriu o que havia prometido. Não demorou a encontrar.

A toda pessoa que lhe perguntava sobre as promessas de Fleury, Waldemar respondia:

“Esse sujeito veio aqui, me prometeu tudo e me disse que, a partir dali, tudo entre nós seria na base do fio de bigode. Mas só agora eu descobri que ele nunca teve e nem usava bigode. Só podia dar no que deu”.

Que as promessas de Tarcísio em campanha não sigam pelo mesmo caminho.

“Fiquem como eu estou!”

Esta história, assim como a do lado foram contadas por Francisco Quadra Andrez, o “Ticão”, em seu livro “Suzano – a história que você não leu”. Ele diz que quando o ex-prefeito Firmino José da Costa, quando foi vereador, certa vez assumiu a presidência da Câmara. 
Justo quando ia a votação um projeto de seu interesse. 
Naquela época, não havia placar eletrônico. 
Na hora do voto, o vereador favorável permanecia sentado e o vereador que era contra a proposta ficava de pé.
E assim, na hora de colocar o projeto em votação, para não correr o risco de um eventual empate, em que o presidente teria de dar o voto de minerva, Firmino anunciou, solenemente:
Em votação, o projeto de lei  número tal. “O vereador  que estiver a favor da proposta, permaneça como eu estou…”
É claro que foi aprovado.

 

“Os ETs estão chegando!”

Pedro Sinkaku Miyahira era prefeito de Suzano, quando bateu à porta de seu gabinete Claudio Fontanelle, um sanense que lia e sabia de tudo sobre astronomia, ETs e afins.
“Prefeito, eles vão chegar amanhã!”, disse Claudio, ingressando na sala.
“Eles quem?”- questionou Miyahira.
“Os extraterrestres, dr. Pedro”, disse o visitante.
“Onde Claudio? No Brasi?”
“Aqui em Suzano, prefeito. Vão entregar ao senhor uma mensagem do planeta deles”.
Miyahira decidiu entrar na história e, fingindo emoção, perguntou:
“O que eu devo preparar para a recepção?”
“Convide o Exército, a Marinha e a Aeronáutica para o evento”.
E o prefeito:
“Exército e Aeronáutica, tudo bem, Claudio. Mas a Marinha vai chegar desfalcada”.
“Por que, prefeito?”
“O porta-aviões Minas Gerais não navega no rio Tietê…” disse Miyahira, encerrando a conversa.

O equilibrista

O comentário foi feito, dia desses, pelo consultor político Gaudêncio Torquato, em sua coluna “Porandubas Políticas”. Vale relembrar:
“São Jorge lutando contra o dragão da maldade – inflação, juros altos, alimento caro, hospital sem equipamentos, miséria galopante. Há anos o sistema cognitivo nacional associava Lula à imagem de São Jorge. Hoje, não. A imagem do maior exemplo da dinâmica social no Brasil mais parece um cavaleiro da Távola Redonda, na borda de uma imensa mesa oval, onde estão também o rei Arthur, o príncipe Rodrigo, o guerreiro Elmar, o comandante Bivar et caterva… e onde há, ainda, uma cadeira destinada a… Valdemar, o equilibrista”. 
 

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