Prefeito Caio Cunha busca um novo líder na Câmara Municipal
Enquanto se discute a formação das futuras Comissões Permanentes da Câmara de Mogi, com os vereadores praticamente divididos em dois grandes grupos, surge a pergunta que não quer calar para muitos: afinal, com a eleição do vereador Marcos Furlan (DEM) para presidente da Mesa Diretora, quem irá ocupar o lugar de líder do prefeito Caio […]
28/01/2022 08h15, Atualizado há 55 meses
Enquanto se discute a formação das futuras Comissões Permanentes da Câmara de Mogi, com os vereadores praticamente divididos em dois grandes grupos, surge a pergunta que não quer calar para muitos: afinal, com a eleição do vereador Marcos Furlan (DEM) para presidente da Mesa Diretora, quem irá ocupar o lugar de líder do prefeito Caio Cunha (PODE) no Legislativo?
Mesmo que o prefeito tenha a prerrogativa de dispensar a figura do líder entre os vereadores, Caio sabe que é importante ter alguém de sua confiança para dialogar, em seu nome, com os companheiros de plenário e, principalmente para assumir a defesa do prefeito em casos de críticas que exijam uma posição de confronto a ser feita em nome do chefe do Executivo.
Caio já foi vereador por mais de uma legislatura e sabe disso. Tanto que foi buscar Marcos Furlan, uma surpresa na opinião de muitos, para exercer essas funções, logo nos primeiros meses de seu primeiro mandato.
Caio também sabe que precisará de alguém experiente, que terá de sair do grupo de 12 vereadores que estão fechados com ele e Furlan desde a eleição da Mesa da Câmara.
O natural seria buscar um líder dentro de seu próprio partido, mas os eleitos pelo PODE são ainda novatos, com pouca experiência política para assumir um cargo de tamanha envergadura.
No grupo de apoio existem alguns vereadores com maior tempo de casa, como Pedro Komura (PSDB), por exemplo, que ouvido pela coluna, não demonstrou grande interesse pelo cargo.
Na verdade, algumas questões que virão pela frente, ainda este ano, assustam alguns vereadores.
Há previsão de dias turbulentos na relação Câmara-Prefeitura, em questões como as concorrências da coleta e destinação do lixo urbano, transformada em PPP pelo prefeito, e também das funerárias, no momento, ainda sub judice.
Serão assuntos delicados e, ao mesmo tempo, complicados, que envolvem grandes interesses de empresas jogam mais que pesado em momentos decisivos como os que virão.
Por isso mesmo, nem é preciso dizer que a experiência do líder e o livre trânsito entre os companheiros serão fundamentais para a defesa das posições do prefeito, sujeitas a contestações permanentes por integrantes da oposição, que já dão indícios de interesse especial por esses temas, em especial a questão do lixo urbano.
Mas nem só de assuntos polêmicos vive a relação Legislativo-Executivo. Um outro fator vai pesar – e muito – no decorrer deste ano, que são as eleições para deputado, que deverão envolver alguns nomes da cidade e políticos de fora que possuam relações mais intensas com gente da cidade, em especial eleita que seja boa de votos.
Isso também deve influir no relacionamento entre os dois poderes municipais. O prefeito tem pela frente um grande desafio a ser vencido.
Tanto que indagado pela coluna sobre o novo líder, nesta quinta-feira (27), Caio respondeu: “Ainda estamos conversando. Precisamos de alguém que, além de representar o governo, tenha bom trânsito e articulação com os vereadores”.
Falou e disse.