Prefeito e vereador se desentendem após acusações de campanha em Mogi
Waldemar Costa Filho e Chico Bezerra tornaram-se inimigos mortais desde a disputa pela Prefeitura de Mogi que acabou por colocar cada um deles em lado oposto. A campanha foi se acirrando cada vez mais, até que quase às vésperas do pleito, Bezerra teria distribuído na cidade um jornal com revelações sobre a vida pessoal de […]
27/02/2022 07h35, Atualizado há 54 meses
Waldemar Costa Filho e Chico Bezerra tornaram-se inimigos mortais desde a disputa pela Prefeitura de Mogi que acabou por colocar cada um deles em lado oposto.
A campanha foi se acirrando cada vez mais, até que quase às vésperas do pleito, Bezerra teria distribuído na cidade um jornal com revelações sobre a vida pessoal de Waldemar.
Os dois nunca mais se falaram e coube ao já deputado Valdemar Costa Neto, filho do candidato a prefeito, participar de um áspero bate-boca com Bezerra, logo após o término das eleições, aos microfones da Rádio Diário de Mogi.
O tempo esquentou,mas como ambos estavam ao telefone, em suas respectivas casas, nada de mais grave aconteceu naquele final de dia.
Waldemar, o pai, no entanto, jamais se esqueceu do que houve durante a campanha e evitava, a todo custo, se aproximar do desafeto.
Dali poderia sair algo mais que faíscas.
Waldemar saiu vencedor daquela disputa e, mais adiante, voltou a assumir o comando da Prefeitura da cidade que ele governou por quatro mandatos. O adversário Chico Bezerra também voltaria à Câmara como vereador.
Tudo isso, para situar o leitor em relação a mais uma história contada à coluna pelo ambientalista e eterno presidente da Associação dos Amigos do Bairro do Mogilar, José Arraes.
É dele o relato que se segue:
“Quando da época do desassoreamento do rio Tietê, eram convidados para conversar sobre o assunto os moradores do bairro do Mogilar, no salão paroquial da igreja de São José Operário. Diversas autoridades – deputados e vereadores – compareciam , como Nelson Mesquita, Sônia Sampaio, Junji Abe, Chico Bezerra, entre tantos outros.
Como o senhor Waldemar Costa Filho, como prefeito, havia autorizado o custeio dos processos de licenciamento ambiental e o destino dos sedimentos que seriam retirados do rio. Tudo como contrapartida municipal à obra que seria realizada pelo governo do Estado.
Por isso, nós convidamos o senhor prefeito para vir ao bairro e tomar parte da reunião.
O salão da igreja de São José Operário logo se encheu de moradores do Mogilar, da Ponte Grande, Rodeio e Vila Industrial.
Tudo caminhava muito bem, com o senhor Waldemar respondendo a todas as perguntas que lhe eram formuladas pelos participantes do encontro. Foi assim até quando Chico Bezerra entrou no salão.
Entrou e sentou.
A reação do senhor Waldemar foi imediata. Ao ver o Chico sentado, ele, com o microfone na mão, disse para todos os presentes ouvirem:
“Eu não fico no mesmo ambiente com certas pessoas”.
E saiu, porta afora, deixando todos sem jeito.
O encontro acabou na hora, claro”.