Prefeito entrega a própria casa para pagar dívidas de campanha
Nos tempos em que o fio de bigode era o principal avalista de negócios, o empresário Waldemar Costa Filho assumiu a Prefeitura de Mogi das Cruzes para seu primeiro mandato, entre 1969 e 1972. Foi quando se viu às voltas com pendências de campanha com o seu principal financiador do processo eleitoral de 1968. Acerta […]
09/04/2022 08h06, Atualizado há 52 meses
Nos tempos em que o fio de bigode era o principal avalista de negócios, o empresário Waldemar Costa Filho assumiu a Prefeitura de Mogi das Cruzes para seu primeiro mandato, entre 1969 e 1972.
Foi quando se viu às voltas com pendências de campanha com o seu principal financiador do processo eleitoral de 1968.
Acerta daqui, compensa dali e ajusta acolá, os dois combinaram: a dívida seria quitada com a confortável residência do trecho final da avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, que Waldemar Costa Filho havia construído quando deixou suas atividades junto ao Departamento Pessoal da antiga Mineração Geral do Brasil, da família Jafet, na Vila Industrial.
E foi então que, algum tempo depois, o ex-padre católico Manoel Bezerra de Melo e família se mudaram e foram morar na casa de tijolinhos vermelhos aparentes da principal avenida da cidade, à época.
Fleury Filho, o imberbe
Já o mesmo não aconteceu quando o governador de São Paulo era Luiz Antonio Fleury Filho, com quem Waldemar Costa Filho seria incapaz de passar, juntos, por uma mesma ponte.
A inimizade política, no entanto, foi quebrada pela interferência do amigo comum, Angelo Albiero Filho, que se comprometeu a trazer Fleury a Mogi para que fossem feitas as pazes com o prefeito da cidade.
Fleury veio e foi recebido com grande festa popular organizada pelo prefeito, que esperava receber recursos do governo do Estado para Mogi.
Ao discursar, Fleury disse que com Waldemar não havia necessidade de convênios e que tudo seria na base do “fio de bigode”.
Prometeu muito e não cumpriu quase nada.
A vingança veio logo.
A cada um que lhe perguntava sobre as obras prometidas , Waldemar dizia que concordara com a proposta do governador, mas que só depois descobriria que Fleury não usava bigode e nem tinha um fio de barba sequer no rosto…
Cuidado! O Carnaval está chegando!
O período carnavalesco é sempre uma armadilha para os políticos.
Que o diga o ex-prefeito de Mogi, Junji Abe, flagrado por um fotógrafo na passarela do samba mogiana a admirar o imponente derrière da passista de uma escola de samba da cidade.
A inusitada cena acabou saindo da primeira página deste jornal diretamente para a campanha eleitoral na televisão, por obra e graça de seu desafeto, Valdemar Costa Neto.
A exploração do fato, entretanto, não surtiu o efeito esperado pelo adversário do prefeiturável. Pelo contrário, o candidato Junji Abe acabou ganhando, com folga, a eleição para prefeito, logo no primeiro turno das eleições municipais daquele ano, derrotando justamente o candidato de… Valdemar
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