Professora de Mogi é exemplo em pesquisa e ensino a estudantes com TEA
A Secretaria de Estado da Educação destacou a história e atuação da professora Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, que se dedica à pesquisa e ao atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista, TEA, na EE. Maestro Antônio Marmora Filho, no Conjunto Nova Bertioga, em Mogi das Cruzes, neste sábado (15), quando é celebrado […]
15/10/2022 11h51, Atualizado há 46 meses
A Secretaria de Estado da Educação destacou a história e atuação da professora Maria de Lourdes de Moraes Pezzuol, que se dedica à pesquisa e ao atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista, TEA, na EE. Maestro Antônio Marmora Filho, no Conjunto Nova Bertioga, em Mogi das Cruzes, neste sábado (15), quando é celebrado o Dia dos Professores.
A pasta estadual compartilha o exemplo pela dedicação e metodologia usados em sala de aula pela educadora.
Maria de Lourdes iniciou a carreira como profesora de Educação Física, mas redirecionou a trajetória ao atender alunos com o TEA – a ponto de, inclusive, auxiliar pais e professores na orientação e informações sobre o autismo. Tornou-se uma especialista nesta áreas.
A profissional foi professora de educação física por 27 anos na rede estadual de ensino, e, em 2013, dois alunos com autismo transformaram sua vida. “Quando recebi esses alunos, eu não sabia como trabalhar, então comecei a pesquisar muito e conversar com as famílias, fui me informando. Trabalhei como voluntária na APAE e fiz minha pós-graduação na área. Assim que me aposentei decidi que só queria trabalhar com alunos com autismo. Hoje sou contratada e trabalho no Atendimento Educacional Especializado (AEE) desde 2018”, conta.
Mestre em SemióticaTecnologia da Informação e Educação e especialista em austia, neuropsicopedagogia, psicomotricidade e ABA, a professora passou a compartilhar, em suas redes sociais, informações sobre como os professores podem atuar quando recebem, em sala de aula, um aluno TEA.
Ela é gestora voluntária de uma Ecobrinquedoteca e brinquedista da Associação Brasileira de Brinquedotecas (ABbri), além de colunista da Academia Médica.
Em publicações, como o blog da Academia Médica, o método de trabalho e os conhecimentos são compartilhados pela especialista (acesse aqui e saiba mais).
A professora explica que cada aluno com autismo tem um tipo de aprendizagem. Sendo que, o AEE não é um reforço, é uma forma de ampliar meios e estratégias para que os alunos sejam um aluno leitor, escritor. “Não existe um planejamento pronto, único, o planejamento tem de ser específico para cada aluno, para cada família e a gente procura integrar a vida da escola, os conteúdos curriculares à vida deles”, completa.
Em relação à metodologia, Maria de Lourdes conta que trabalha a leitura através de recursos tecnológicos e ações interativas. “Aqueles que têm bastante dificuldade de aprendizado, eu trabalho com ditados, com resumo, com as palavras do texto. Os alunos que já são leitores-escritores já fazem um mapa conceitual e também usam Jamboard (ferramenta online). Uso também o caderno de meia pauta onde escrevem de um concreto, de uma imagem, para uma escrita. Outro recurso é um sussurrofone que é tipo um telefone feito de cano de PVC que o aluno ouve o que está falando, aumentando a concentração, porque o autista tem facilidade para se dispersar”, explica.
Para desenvolvimento cognitivo da matemática, ela conta que procura explorar as quatro operações de uma forma mais lúdica, além dos jogos de mesa e jogos digitais. “A escola precisa ser inclusiva, que respeite as particularidades, as especificidades e que fortaleça a vida social do estudante, para melhorar a autoestima, a autoconfiança e principalmente a autonomia”, conclui a professora.