Saiba como ficará o PL de Costa Neto após a filiação de Bolsonaro
A data já está praticamente definida: dia 22, para lembrar o número do partido e o ano das eleições presidenciais. E, assim, depois de algum tempo, o PL de Valdemar Costa Neto comemora o ingresso na legenda do presidente Jair Bolsonaro, resultado de uma prolongada disputa, em que prevaleceu, mais uma vez, a capacidade comprovada […]
09/11/2021 14h43, Atualizado há 58 meses
A data já está praticamente definida: dia 22, para lembrar o número do partido e o ano das eleições presidenciais.
E, assim, depois de algum tempo, o PL de Valdemar Costa Neto comemora o ingresso na legenda do presidente Jair Bolsonaro, resultado de uma prolongada disputa, em que prevaleceu, mais uma vez, a capacidade comprovada de negociação do presidente dos liberais.
Já vem de algum tempo essa disputa travada pelo PL nos bastidores da política de Brasília, com dois poderosos grupos ligados ao esquema bolsonarista: o PP de Ciro Gomes, que atua dentro do próprio governo federal, na condição de ministro, e, mais recentemente, o Republicanos, do deputado federal Marcos Pereira, que tem por trás de si todo o poder de fogo da Igreja Universal do Reino de Deus e sua bancada no Congresso, além de fiéis adeptos, sempre dispostos a votar em quem os seus líderes espirituais determinam.
Embora Bolsonaro ainda não tenha assinado a ficha de filiação – e é sempre oportuno lembrar isso -, tudo leva a crer que os entendimentos chegaram a um bom termo e que, logo depois das festas de adesão, vai começar uma disputa interessante de ser acompanhada.
De um lado, Bolsonaro sempre ávido para tomar conta do partido em que ingressa, buscando determinar os futuros candidatos daqui e dali, buscando se apoderar realmente da legenda. E de outro, Valdemar Costa Neto, que nunca teve de dividir espaço dentro de seu partido, incorporando a figura do senhor feudal e dono do terreno, onde sempre atuou com desenvoltura, tendo de negociar com “Bolsonaro, sua família e seguidores”, convidados por ele para ingressar no PL, num vídeo divulgado recentemente.
Vai ser um verdadeiro confronto de titãs, embora Valdemar Costa Neto deva ter uma outra preocupação: aproveitar-se da aliança com Bolsonaro para fortalecer ao máximo a presença do partido em cargos de importância dentro da administração pública federal.
O ex-deputado sabe exatamente o que quer e onde deseja colocar as pessoas chave de seu relacionamento, visando fortalecer o seu poder de mando e influência dentro do governo.
Uma das primeiras preocupações de Costa Neto serão as chapas que irão concorrer às próximas eleições em todo o País. Bolsonaro já disse que deseja determinar a maioria delas, mas é certo que o presidente do PL tem planos ousados para o futuro. Em conversa com um amigo de Mogi, no último final de semana,Costa Neto admitiu que planeja fazer 50 deputados federais e, pelo menos 10 senadores nas eleições de 2022. Além, é claro, de reeleger Bolsonaro.
Mas mesmo que a última etapa do plano não se concretize, o PL fatalmente passará a ser uma das maiores – senão a maior – forças políticas do País, atingindo uma meta traçada por seu atual presidente desde quando recebeu a legenda das mãos de seu criador, Álvaro Valle, conhecido político do Rio de Janeiro, mas de atuação nacional. Enfim, novos tempos estão por vir, logo que Bolsonaro assinar a ficha de filiação. Mas sempre é bom lembrar que isso ainda não aconteceu.