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Saúde, segurança, trânsito… Problemas de Mogi que pesquisas eleitorais apontam

Pesquisas eleitorais realizadas por candidatos a prefeito de Mogi das Cruzes, às quais esta coluna teve acesso, elencam, invariavelmente, os problemas mais críticos da cidade, na visão dos eleitores entrevistados. Com poucas variações em relação a prioridades, eles são quase sempre os mesmos e estão relacionados a questões enfrentadas com maior frequência pela população. As […]

Por O Diário
05/07/2023 07h15, Atualizado há 37 meses

Pesquisas eleitorais realizadas por candidatos a prefeito de Mogi das Cruzes, às quais esta coluna teve acesso, elencam, invariavelmente, os problemas mais críticos da cidade, na visão dos eleitores entrevistados.

Com poucas variações em relação a prioridades, eles são quase sempre os mesmos e estão relacionados a questões enfrentadas com maior frequência pela população.

As dificuldades para internação ou marcação de consultas e exames colocam a saúde, quase sempre, como o problema mais apontado, na avaliação da comunidade mogiana. Os problemas com o Cross, sistema que define distribuição de internações, são sempre citados como um complicador, em vez de apontar soluções para os usuários do sistema público de saúde.

Outro tema que divide a condição de prioritário com saúde é a segurança. Não à-toa que as estatísticas oficiais mostram crescimento nos números de furtos, roubos e outros crimes entre moradores do centro e, principalmente, dos bairros mais distantes. A maioria das pessoas se sente abandonada pelas autoridades em geral, quando ligam para os órgãos de segurança e recebem a informação de que não há viaturas ou efetivo para se deslocar para um ou outro ponto da cidade. Problemas que exigem uma ação rápida, como as importunações por barulho em excesso, mais comuns durante os finais de semana, são os que mais incomodam os moradores. A violência, citada por muita gente, é consequência direta dessa deficiência na área da segurança

O transporte coletivo é outro problema sempre lembrado. Falta de ônibus em horários de pico, superlotação ou ausência prolongada deles nos finais de semana e feriados são questões que atormentam os mogianos, que também reclamam dos trens da CPTM. Alguns chegam a lembrar da promessa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de fazê-los chegar até  César de Souza, durante o seu governo.

O item trânsito também incomoda muita gente, principalmente motoristas que enfrentam cada vez mais problemas na locomoção entre pontos conhecidos da cidade. A fatal de fiscalização, que possibilita a ocorrência de abusos, como carros parados sobre a calçada e outros absurdos, é outro ponto citado em relação a um mesmo problema.

A falta de um maior cuidado com a cidade, onde a Prefeitura vem tentando eliminar a buraqueira com ações pontuais, apresenta ainda outras deficiências, como terrenos baldios com excesso de mato,descuido com praças públicas e, principalmente  com as calçadas, onde o desnível, buracos e a presença de postes e placas de sinalização complicam por demais a vida de crianças, idosos e cadeirantes. Com isso, surge outro problema citado nas pesquisas: a falta de uma maior acessibilidade nas áreas do centro e bairros.

A pavimentação de novas ruas é sempre reivindicada na hora da apresentação dos problemas, que avançam também para os setores de limpeza pública (coleta seletiva, varrição deficiente ou inexistente), e educação. Curiosamente, a limpeza aparece também entre os pontos positivos da cidade, o que indica a existência de localidades com maior ou menor presença dos funcionários da concessionária desses serviços no município, não havendo a linearidade esperada por toda a cidade.

Acidentes de trânsito também são citados por muita gente como um grande problema da cidade, assim como os alagamentos de determinadas localidades, em dias de chuvas pouco acima da normalidade.

Enfim, problemas não faltam. E eles são maiores ou menores dependendo do local da cidade onde se reside ou para onde se dirige a maioria das pessoas.

As pesquisas ajudam a aflorar alguns mais que outros.

Todos, porém, são desafios para quem estiver sentado na cadeira de prefeito a partir de janeiro de 2025.

 

 

 

 

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