Taxa de lixo deve ser votada na Câmara antes do recesso
A votação para a criação de uma taxa relacionada ao recolhimento do lixo urbano na cidade será o assunto mais delicado a ser avaliado pelos vereadores da Câmara de Mogi, nesta derradeira semana de trabalho antes do início do período de recesso parlamentar de 15 dias, deste meio de ano. Segundo o presidente, vereador Otto […]
12/07/2021 15h28, Atualizado há 61 meses
A votação para a criação de uma taxa relacionada ao recolhimento do lixo urbano na cidade será o assunto mais delicado a ser avaliado pelos vereadores da Câmara de Mogi, nesta derradeira semana de trabalho antes do início do período de recesso parlamentar de 15 dias, deste meio de ano.
Segundo o presidente, vereador Otto Flôres de
Rezende (PSD), a taxa é uma imposição da Agência Nacional de Águas (ANA), por meio do Marco Zero do Saneamento.
Até a manhã desta segunda-feira (12), o projeto não havia sido encaminhado à Câmara.
Ainda havia dúvidas se o Condemat definiria taxa única para todo Alto Tietê, ou se ficaria sob a responsabilidade de cada prefeito, no caso de Mogi, Caio Cunha (PODE).
Água
Outra majoração que está prestes a ser oficializada é a da água.
O percentual terá como base a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulado entre maio de 2019 e abril de 2021. O diretor-geral do Semae, João Jorge da Costa apresentou um projeto de modernização e excelência do setor para justificar tal reajuste no valor da água. Até a manhã de ontem, o presidente da Câmara, Otto Flôres de Rezende, ainda não sabia se o alinhamento viria por meio de decreto do prefeito Caio Cunha, ou se viria por meio de um projeto de lei, a ser analisado e votado pelos vereadores do Legislativo.
Valorizando o patrimônio
Mogi das Cruzes poderá incluir em seu calendário oficial de festas e eventos, a Semana Municipal de Valorização do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico da cidade, a ser realizada anualmente, num período que contemple o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, comemorado em 17 de agosto.
A proposta de autoria do vereador e professor Eduardo Hiroshi Ota (PODE).
Durante a semana, deverão ser destacados os patrimônios que são conservados pela cidade.
“Não há como negar que nosso município esteja perdendo significativamente o seu patrimônio para dar lugar à urbanização. Por isso, a preservação se faz necessária,pois a valorização do patrimônio histórico é valorização da cidade e da identidade de seus habitantes”, ensina o professor.
Ocupando o Taboão
Há uma tese, de eficiência altamente duvidosa, que poderá ser colocada em prática, em breve, na cidade: a ocupação imobiliária da região do Taboão como forma de apressar os investimentos em setores como saneamento básico, transportes e outras obras de infraestrutura.
O assunto vem ganhando corpo junto a setores políticos da cidade, que parecem se esquecer de um detalhe importante: aquele local é uma das maiores Zonas de Uso Predominantemente Industrial (ZUPI-1), ainda disponíveis no Estado de São Paulo.
Tentar desenvolver conjuntos habitacionais naquela região, além de atentar contra o zoneamento, vai desfigurar um dos poucos locais da cidade capazes de receber grandes indústrias? Com a palavra, as nossas autoridades.