Único sobrevivente do tiroteio cumpre pena
Victor de Oliveira Saldanha, de 19 anos, já cumpre pena de 14 anos e três meses de reclusão em regime fechado em razão de roubos a postos de gasolina cometidos há três anos, de acordo com a sentença proferida pela Justiça, em Mogi das Cruzes. Ele é o único sobrevivente da troca de tiros com […]
27/09/2020 08h10, Atualizado há 69 meses
Victor de Oliveira Saldanha, de 19 anos, já cumpre pena de 14 anos e três meses de reclusão em regime fechado em razão de roubos a postos de gasolina cometidos há três anos, de acordo com a sentença proferida pela Justiça, em Mogi das Cruzes. Ele é o único sobrevivente da troca de tiros com policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), de São Paulo, na noite de 9 de março de 2017, na rua Vereador Sidney da Silva Rocha (Via Perimetral), no bairro da Ponte Grande. Os comparsas dele que morreram são Rogério Santos de Oliveira Filho, de 17 anos, Matheus Wilson da Costa Reis, 19 anos, Victor Gomes Tito, de 19 anos. O confronto, segundo a versão oficial da Polícia Civil, aconteceu logo após o grupo que morava no Condomínio Aruã e era de classe média, cometer dois assaltos a autopostos.O carro utilizado nos crimes era do pai de Matheus. A sua família jamais concordou com o que chama de ‘execução’ promovida por policiais e ainda tenta defender o filho.O delegado Rubens José Angelo, titular do Setor de Homicídios, concluiu o inquérito que abriu para esclarecer se houve excesso por parte da equipe do Deic, que alegou estar fazendo, na ocasião, uma operação no município, visando a apreensão de carros roubados. “O inquérito foi concluído e já está sob a apreciação da Poder Judiciário”, disse.“O Victor Saldanha foi ouvido no CDP e não disse nada em relação à execução. Ele foi ouvido na presença do seu advogado, mas a cada momento dá uma versão, o que o deixa sem credibilidade”.Um vídeo gravado por um dos investigadores do Deic após a morte dos criminosos, mostra Saldanha baleado sendo entrevistado no carro perfurado a tiros, e é possível ouvir o policial irado lhe fazendo perguntas. O delegado Rubens afirmou que mandou “o vídeo para a Corregedoria de Mogi para apurar esta conduta dos policiais nesse caso”.