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Vídeo: Suzano usa drone para monitorar primatas em área preservada

RAFAEL BARONI MARIA RANGEL  FABIANO R. DE MELO Hoje, é impossível falarmos em qualquer projeção futura sem pensarmos em ações de conservação da biodiversidade. Afinal, não existirá futuro viável sem que adotemos, agora, medidas urgentes para frear o desmatamento e promover o uso consciente de nossos recursos naturais.  Desde a sua origem, a Suzano tem […]

Por O Diário
24/05/2021 11h42, Atualizado há 63 meses

RAFAEL BARONI
MARIA RANGEL 
FABIANO R. DE MELO

Hoje, é impossível falarmos em qualquer projeção futura sem pensarmos em ações de conservação da biodiversidade. Afinal, não existirá futuro viável sem que adotemos, agora, medidas urgentes para frear o desmatamento e promover o uso consciente de nossos recursos naturais.  Desde a sua origem, a Suzano tem em seu DNA o direcionador de que é possível produzir mais com menos, de que o crescimento aliado ao respeito com a biodiversidade é possível e pode ser ótimo para os negócios. 

O Brasil é um País de proporções continentais e riquíssimos em recursos naturais, e o seu desenvolvimento deve estar pautado exatamente em valorizar esse potencial. Conservar a biodiversidade é gerar valor, não ao contrário. É isso que a Suzano vem provando em ações. Com o conceito de inovabilidade, que une “inovação” e sustentabilidade”, em todas as etapas do processo florestal e industrial, a empresa tem atingido cada vez mais os melhores índices de produtividade e de conservação ambiental. 

O exemplo mais recente que temos desse conceito aplicado na prática foi a adoção de drones, “Dronequi”, para monitoramento da espécie de primatas Muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), em uma das reservas da empresa, situada na Fazenda São Sebastião do Ribeirão Grande, em Pindamonhangaba (SP). Segundo o Plano de Ação Nacional para Conservação dos Muriquis do ICMBio, esta fazenda é uma das áreas prioritárias para a conservação da espécie no Estado.  

Com a ajuda do equipamento de última geração, com câmeras de alta resolução e capazes de captar a temperatura corporal do animal, está sendo feito o monitoramento de um grupo de mais de 30 muriquis. A presença deste grupo com tantos indivíduos em si já é motivo de comemoração e permite a continuidade de um trabalho de preservação iniciado ainda em 2006, em parceria com o Instituto Pró-Muriqui. 

O Muriqui-do-sul é o maior primata das Américas, endêmico da Mata Atlântica, e é considerado um dispersor eficiente de várias espécies florestais, mas infelizmente está ameaçado de extinção. Atualmente, estima-se que existam menos de 2 mil indivíduos espalhados entre os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Logo, a presença de indivíduos jovens mostra que estamos no caminho certo para retirar esse primata da lista de animais ameaçados.

Depois dessa Campanha Experimental, a Suzano firmou uma parceria com a Sociedade de Investigações Florestais (SIF) para aprofundar o monitoramento de primatas ameaçados, com a supervisão do professor e pesquisador Fabiano R. de Melo, do departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais. A expectativa é que a tecnologia seja levada para outras áreas de preservação, como o Parque das Neblinas, em Mogi das Cruzes (SP). 

O objetivo desta parceria é avaliar o estado de conservação local e regional de grupos de primatas em extinção, com ênfase nos muriquis, e indicar ações prioritárias para a conservação em médio e longo prazo, tendo o muriqui como espécie símbolo para a conservação dos ambientes naturais. As principais ações previstas são o diagnóstico do território, a viabilidade populacional da espécie e da qualidade do seu habitat e a análise de corredores ecológicos e conexão de fragmentos da Serra da Mantiqueira e a Serra do Mar. E esta é apenas uma das iniciativas da empresa na busca por um Brasil mais sustentável. A Suzano, que recentemente, esteve à frente das negociações com o governo federal para a proteção da Amazônia, também é uma das signatárias do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, iniciativa que tem como meta restaurar 15 milhões de hectares no País até o ano de 2050. 

Também somos uma das empresas brasileiras que mais conserva áreas no Brasil. São 900 mil hectares de áreas nacionais destinadas à conservação ambiental, o que representa 40% do nosso território florestal total. Deste montante, 130 mil estão concentradas no interior paulista. Graças aos investimentos em pesquisas e desenvolvimento de soluções desde melhoramento genético do eucalipto até a produção industrial, passando por técnicas de manejo sustentáveis, conseguimos atingir uma proporção bastante significativa para o setor: a cada 1 hectare de eucalipto plantado, temos 0,70 hectare preservado. E continuamos produzindo cada dia mais e com melhor qualidade. Quer prova maior de que é possível ser protagonista e mobilizadora no desenvolvimento conjunto de soluções inovadoras e sustentáveis frente aos desafios da sociedade?!

A Suzano assumiu, e já reforçou em diferentes ocasiões, o compromisso de estar na vanguarda de práticas sustentáveis no setor florestal, com metas ambiciosas alinhadas aos Objetivos Sustentáveis (ODS) da ONU (Organização das Nações Unidas).  Nosso propósito de Renovar a Vida a partir da Árvore e por meio do projeto de proteção dos Muriquis-do-sul é somente um dos casos que temos para mostrar que este processo de transformação já começou e possibilita um futuro promissor. 

Rafael Baroni é coordenador de Meio Ambiente Florestal da Suzano

Maria Rangel é analista de Meio Ambiente Florestal da Suzano

Fabiano R. de Melo, professor e pesquisador do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais

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