Violência urbana começa a tirar o sossego da Vila Industrial
A postagem indignada do músico e compositor Xavier Filho, numa rede social, toca num tema que pode surpreender a muitos, mas que há algum tempo passou a ser motivo de preocupação para os moradores da Vila Industrial, o antigo bairro da Mineração. A violência urbana começou a fazer parte da rotina daquela comunidade integrada por […]
23/03/2023 08h00, Atualizado há 39 meses
A postagem indignada do músico e compositor Xavier Filho, numa rede social, toca num tema que pode surpreender a muitos, mas que há algum tempo passou a ser motivo de preocupação para os moradores da Vila Industrial, o antigo bairro da Mineração. A violência urbana começou a fazer parte da rotina daquela comunidade integrada por vizinhos que se tornaram amigos e vice-versa, desde os tempos da antiga Mineração Geral do Brasil, a primeira siderúrgica mogiana, que depois virou Cosim e, mais tarde, se transformou em pó, sob toneladas de explosivos que jogaram ao chão a estrutura que, de alguma forma, deu origem ao bairro.
“Hoje, mais uma vez, nos vemos diante de um caso de assalto no bairro”, diz Xavier, enumerando o que já aconteceu “na Quatro, na Seis, na Cinco, na Rubião, na Aprígio…”, nomes de ruas onde já foram registrados casos de violência, como furtos e roubos.
“Basta”, afirma o indignado Xavier, que vai mais além. Afirma que “está na hora de a gente se mobilizar, fazer alguma coisa, antes que algo mais grave aconteça.”
E ele fala com a autoridade de quem passou toda sua existência no bairro, onde seu pai, o velho Xavier, sambista dos bons, também viveu boa parte de sua existência, participando, como o filho, da intensa vida comunitária da localidade.
“Acho que, no mínimo, temos de ficar mais atentos com pessoas estranhas circulando por aqui, carros parados ou passando de lá para cá… ou então nos reunirmos para buscar uma solução que nos deixe mais seguros, enfim… que nos livre desse problema, além dos problemas que já temos. Juntos seremos mais fortes!” –prega ele.
As constatações de Xavier Filho fazem todo sentido, especialmente para aqueles que conhecem a história Vila Industrial, surgida a partir de um núcleo de cerca de 500 casas construídas pela família Jafet, de São Paulo, responsável pela instalação em Mogi de sua primeira companhia siderúrgica, a Mineração Geral do Brasil. As casas se destinavam aos trabalhadores da indústria, vindos de outros estados, especialmente de Minas Gerais.
A convivência das pessoas no trabalho e no dia a dia realçaram e reforçaram o sentimento de vida comunitária. Era comum, nas tardes quentes de verão, se ver roupas estendidas secando nas ruas, enquanto as pessoas conversavam animadamente em cadeiras sobre as calçadas.
Esse sentimento de união foi reforçado ainda mais com atividades comunitárias, como as voltadas para a equipe de futebol do Minerasil e a Unidos da Vila Industrial, escola de samba surgida dentro do bairro, que cresceu e se tornou grande, mesmo após a transformação da Mineração na estatal Cosim, que terminou de forma melancólica, com a implosão de suas instalações onde despontavam enormes chaminés, após haver se transformando num enorme cabide de empregos em pleno governo da ditadura.
O sentimento de vida em comum permaneceu, especialmente entre os habitantes do núcleo inicial, que deu origem ao bairro, o qual deixou de se chamar Mineração para se transformar em Vila Industrial.
O tempo passou e a união entre as pessoas parecia espantar intrusos indesejáveis. Algo que há pouco tempo, pelo que conta Xavier, está deixando de ocorrer.
Hoje, a violência começa a mostrar sua face mais dura no bairro despoliciado. E para surpresa geral, de maneira intensa e, também por isso, surpreendente.
Assim, a união de todos, proposta pelo músico, muito conhecido de todos por lá, merece atenção.
É hora de se exigir segurança a quem já deveria estar garantindo isso há muito tempo.
“Juntos seremos mais fortes”, exortou Xavier.
É chegada a hora de a Vila se unir para exigir ações contra o crime.
Suzano e as casas
O município de Suzano é o único da região do Alto Tietê incluído no anúncio de autorização assinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para destinação de recursos para a aquisição de 8.711 imóveis em 30 cidades do Estado. Ao todo, o governo paulista vai destinar R$ 106,8 milhões para financiar a casa própria para mais de 8,7 mil famílias.
Casa Paulista
Suzano terá dois empreendimentos com 83 unidades, ao custo de R$ 1,079 milhão. Os recursos serão aportados por meio do Programa Casa Paulista, na modalidade Nossa Casa, que fornece cheque-moradia a famílias com renda mensal de até três salários-mínimos para a aquisição de unidades habitacionais em empreendimentos aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitacional. Essa modalidade é um subsídio concedido pelo Governo do Estado para o abatimento do valor final do contrato de financiamento do imóvel junto às construtoras.
Posse canônica
Uma missa presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, irá marcar a posse canônica do padre frei Jerry de Souza Fonseca como pároco das igrejas das Ordens 1ª e 3ª do Carmo, em Mogi das Cruzes. Frei Jerry irá substituir o frei Sílvio Ferrari, transferido para São Paulo por determinação da Congregação dos Carmelitas.
O principal desafio do novo pároco será promover uma reforma nas estruturas centenárias da mais antiga das duas igrejas, ameaçadas por conta de infiltrações, cupins e outros agentes.
A posse canônica acontecerá na Igreja da Ordem 1ª do Carmo, às 18 horas deste domingo (26).
Tapumes
Após o corte de nas áreas próximas ao Terminal Rodoviário Geraldo Scavone, árvores realizado nesta quarta-feira (23), espera-se para esta quinta (23) a colocação tapumes nos terrenos onde serão construídas as lojas Joli Materiais de Construção e Cobasi, especializada em produtos para pets e jardinagem.
As obras devem ser iniciadas a partir da próxima semana.
Para as empresas, a meta é a conclusão o mais rápido possível para que as lojas possam iniciar atividades ainda neste final de ano.
Duas pontes
Nesta sexta-feira (24), dois engenheiros estarão analisando o solo das proximidades da avenida Yoshiteru Onishi, na região do bairro Nova Mogilar, onde serão instaladas duas pontes que fazem parte do projeto de modificação da rotatória existente na praça Kazuo Kimura, a conhecida “rotatória do Habib’s”.
As duas passagens serão produzidas em concreto pré-moldado e trazidas para serem montadas nos locais estabelecidos no projeto.
Todo esse trabalho será custeado pela Atlântica Construção, Comércio e Serviços, empresa concessionária da rodoviária, que se responsabilizou pelo projeto de adequação da rotatória e proximidades.
Novo Poupatempo
A cidade de Poá, no Alto Tietê, ganhou uma unidade do Poupatempo, que iniciou o atendimento presencial nesta quarta-feira (22).Já integrado ao Detran.SP, o novo posto foi implantado em parceria com a Prefeitura e tem capacidade para realizar 290 atendimentos por dia, beneficiando diretamente cerca de 120 mil moradores.
Durante os primeiros dias, o atendimento será realizado em fase de testes para aperfeiçoamento dos sistemas e treinamento de colaboradores. O investimento do governo na unidade foi de R$ 200 mil.
Atendimentos em Poá
Até o próximo sábado (25), os atendimentos serão feitos por ordem de chegada, de forma espontânea. Já a partir da próxima segunda (27), a unidade passará a exigir agendamento prévio e gratuito de data e horário pelos canais eletrônicos do Poupatempo, assim como já ocorre nos demais postos presenciais.
O Poupatempo de Poá presta serviços como solicitação de RG, primeira via e alteração de dados cadastrais de CNH e mudança de característica ou transferência interestadual de veículo, entre outros.