Animais vivos e restos de abate são encontrados em frigorífico clandestino em Mogi das Cruzes
Local funcionava sem licença e mantinha animais em condições inadequadas, de acordo com a prefeitura; responsável foi levado ao DP
24/11/2025 16h26, Atualizado há 4 meses
No local, foram encontrados bodes, galinhas e pombos | Divulgação/GCM de Mogi das Cruzes
A Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi das Cruzes flagrou, na manhã desta segunda-feira (24/11), um frigorífico clandestino de animais em uma residência no distrito de Jundiapeba. A descoberta ocorreu durante patrulhamento de rotina, quando os agentes foram abordados por um morador que denunciou, inicialmente, um possível furto no imóvel.
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Ao chegarem ao endereço, os guardas encontraram grande quantidade de sangue no chão e, ao entrarem, se depararam com restos de animais abatidos e diversos outros mantidos vivos, incluindo pombos, galinhas e até bodes, segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes. A situação indicava práticas irregulares de criação e abate no interior de uma área urbana, o que é proibido pela legislação.
Diante das evidências, o Departamento de Fiscalização de Posturas foi acionado e, de acordo com a prefeitura, autuou os responsáveis, determinando a paralisação imediata das atividades por falta de licenciamento e pela manutenção de animais de abate em zona urbana. A administração municipal reforçou, ainda, que esse tipo de prática configura infração passível de penalidades.
Para garantir a proteção à saúde pública, a Vigilância Sanitária também foi deslocada até o local. Conforme relatório da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, os técnicos constataram várias irregularidades e aplicaram autuações por abate e comercialização de animais em local não autorizado, com condições insalubres, estrutura precária e ausência total de higiene.
A Vigilância Sanitária determinou ainda a inutilização de todos os produtos e resíduos encontrados, medida necessária para evitar riscos sanitários. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) emitiu outra autuação aos responsáveis, relacionada à presença de vetores e à criação inadequada de animais em área urbana, também segundo a prefeitura.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Investigações sobre Crimes Contra o Meio Ambiente (DICMA), que dará prosseguimento às providências. Já a GCM conduziu o responsável ao Distrito Policial, onde a ocorrência será oficialmente registrada e os procedimentos legais e criminais serão adotados.