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Apeoesp de Mogi realiza ato contra redução no orçamento da Educação

Ato também pediu a defesa e valorização do ensino nas escolas públicas e contou com apoio do MTCI

Por Fabricio Mello
15/10/2025 18h01, Atualizado há 6 meses

Apeoesp de Mogi e MTCI participaram do ato em defesa da Educação | Divulgação

A subsede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de Mogi das Cruzes realizou, na manhã desta quarta-feira (15), um ato contra a redução de 30% para 25% no orçamento da Educação estadual (leia mais abaixo). A ação, que aconteceu simbolicamente no Dia dos Professores, contou com apoio do Movimento dos Trabalhos da Cultura Independentes e também pediu pela valorização da classe.

“Hoje é dia do professor e da professora, mas nós estamos na luta, lá dentro das salas de aula. Nós temos dito que nós não temos nada a comemorar porque esse governador, e outros governadores, não investem na escola pública”, disse a vereadora Inês Paz (PSOL), que também é presidente da subsede do sindicato de Mogi.

O ato aconteceu no Largo do Rosário, também conhecido como Praça da Marisa, na região central de Mogi. Além das palavras de ordem, os participantes do ato distribuíram panfletos reforçando a necessidade da defesa da escola pública.

PEC da redução

Um dos principais pontos criticados pelo ato foi a redução de 30% para 25% do orçamento estadual destinado à Educação. A redução foi apresentada através de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) apresentada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no ano passado.

A Constituição Estadual determinava que, pelo menos, 30% da arrecadação do Estado fosse destinada à Educação. Esse valor era maior do que o piso estabelecido pela Constituição Federal, de 25%. Com a PEC, o orçamento de São Paulo para a Educação passou a ser igualado ao do Brasil e os 5% passaram a poder ser destinados tanto para a Saúde, quanto para a Educação.

O governo considerou que os 5% a mais poderiam ser direcionados para a Saúde, que estaria apresentando uma demanda maior por conta do envelhecimento populacional. A redução do orçamento para a Educação foi de cerca de R$ 11 bilhões com a mudança. A oposição argumenta que a medida se tratou de um sucateamento da pasta.

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