Caio Cunha diz que não vai ceder mesmo sob ameaça de greve de servidores
Prefeito afirmou que as reivindicações da categoria vão estourar o orçamento da cidade se forem acatadas
15/03/2024 11h16, Atualizado há 23 meses
Essa é a quarta condenação de Caio Cunha em menos de 2 meses | Fabrício Mello/O Diário de Mogi
- ERRAMOS: diferentemente do que foi publicado anteriormente nesta reportagem, o prefeito Caio Cunha não falou que considera a greve “inconstitucional”. Ele disse que entende que a greve é legítima. O texto em questão já está corrigido.
“Eu vou afirmar aqui e é bom que todos ouçam: ‘vamos fazer greve até ele ceder’. Não dá para ceder, não tem como fazer isso”. A frase é do prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode), sobre a negociação salarial com os servidores municipais.
A nova declaração de Caio Cunha, nesta manhã (15), foi durante o programa Radar Noticioso. O prefeito também comentou que considera a greve legítima, mas diz que movimento está sendo usado como uma “plataforma eleitoreira” e que “não representa a totalidade dos servidores”.
Segundo Caio Cunha, atualmente, a prefeitura investe R$ 35 milhões por ano nos servidores e que as reivindicações feitas até agora custariam R$ 133 milhões por ano para a gestão, caso fossem acatadas e, portanto, não poderão ser aceitas.
A prefeitura de Mogi das Cruzes vem enfrentando um impasse com a categoria por conta das reivindicações feitas, que incluem reposição inflacionária, transposição do regime de mais de mil servidores e extensão do vale-alimentação.
A redação do O Diário entrou em contato com a presidência do Sindicato de Trabalhadores da Administração Pública Municipal de Mogi das Cruzes e Guararema (Sintap) e, segundo a entidade, os servidores entendem que há, sim, condições de atender as demandas da categoria.
A Sintap também afirma que está em busca da valorização do servidor público e que uma nova assembleia será realizada na terça-feira (19) para definir se haverá greve e quais serão os próximos passos adotados pelo movimento.