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Caio Cunha vai à Câmara e explica uso de R$ 23 milhões na pavimentação da cidade

Vereadores convidaram o prefeito para prestar esclarecimentos após a repercussão de um vídeo onde é dito que as obras usaram uma “sobra” do projeto Corredor Leste-Oeste

28 de maio de 2024

Prefeito explicou que as obras "já estavam previstas" | Divulgação/CMMC

Reportagem de: O Diário

O prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (Pode), foi à Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre a verba utilizada no programa de recuperação asfáltica “Nova Mogi”. Ele atendeu ao convite dos vereadores, que convocaram o prefeito após a repercussão de um vídeo onde Caio Cunha dizia que as obras de recapeamento usavam uma “sobra” do projeto Corredor Leste-Oeste.

O termo se refere a verba de R$ 23 milhões, que foi destinada aos serviços de recuperação em 13 vias de Mogi das Cruzes e que seriam oriundos da verba do pacote de obras que envolveu a construção da Avenida das Orquídeas. Os valores teriam sido liberados em 2014, em um financiamento junto à Caixa Econômica Federal, e somavam R$ 129 milhões.

O problema, entretanto, é que o projeto também previa a construção de dois terminais de ônibus, em Jundiapeba e em Braz Cubas.

Na Câmara, no entanto, Caio Cunha admitiu que usou a palavra errada e que o correto seria dizer “saldo” em vez de “sobras”. Além disso, ele esclareceu que as melhorias asfálticas já faziam parte do projeto original do Corredor Leste/Oeste. 

“Não tiramos de um projeto para colocar no outro, como vem sendo falado constantemente nas redes sociais e na tribuna da Câmara. Essas intervenções fazem parte do escopo do projeto Corredor Leste-Oeste desde sua assinatura”, disse Caio Cunha.

Mais um ponto explicado pelo mandatário da cidade é que os dois terminais de ônibus não foram construídos por três razões: falta de verba, de área para instalação e de funcionalidade.

“O valor disponível para os terminais no projeto original era de R$ 9,6 milhões. São orçamentos de 2013. Mas, atualmente, para reformar os terminais Central e Estudantes, o custo é de R$ 8 milhões. Além disso, não foram reservadas áreas para os terminais de Braz Cubas e Jundiapeba. Também não havia funcionalidade para os terminais, conforme estudos técnicos”.
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