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Câmara de Mogi das Cruzes aprova moção pedindo aprovação do fim da escala 6×1

Moção é de autoria do vereador Iduigues Martins (PT) e apela aos líderes do Congresso e do Senado pela aprovação da proposta

Por Fabricio Mello
11/03/2026 10h24, Atualizado há 1 mês

Plenário da Câmara de Mogi das Cruzes | Divulgação/CMMC

A Câmara de Mogi das Cruzes aprovou, nesta terça-feira (10), uma moção de apelo ao Congresso Nacional para que seja aprovado o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. O texto é assinado pelo vereador Iduigues Martins (PT).

Segundo o autor da moção, a aprovação da proposta irá promover “ganhos em saúde física e mental“. “Além disso, o fim desta modalidade de trabalho permitirá o fortalecimento de vínculos familiares e o aumento da produtividade e do nível de empregos“, defendeu Iduigues.

A moção aprovada na Câmara de Mogi das Cruzes, além de pedir a aprovação da medidas em prol da redução da jornada de trabalho, determina que seja dada ciência do apelo ao presidente Lula, ao deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), ao senador Davi Alcolumbre (União-AP) e ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

No Congresso

A escala 6×1 é um modelo de trabalho onde o funcionário tem direito a uma folga por semana e trabalha os demais dias. A proposta que busca o fim desse tipo de jornada recebeu apoio do governo e deve ser uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano.

No Congresso, a pauta é encabeçada pelos deputados federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG), autores das Propostas de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 e 221/2019, respectivamente. Ambos os textos defendem a redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais, afirmando que a medida irá melhorar a qualidade de vida da classe trabalhadora.

A pauta, entretanto, deve enfrentar resistência por parte da oposição do governo no Legislativo. Em um evento em São Paulo no final da fevereiro, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que o partido iria se mobilizar para impedir a tramitação da proposta e “segurar na CCJ” (Comissão de Constituição e Justiça. O presidente do União, Antônio Rueda, chegou a dizer que a chegada do projeto do fim da 6×1 ao plenário seria “avassaladora” e também se colocou contra a votação do texto.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o presidente do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira, também criticou a ideia de reduzir a jornada de trabalho e disse que ócio demais faria mal aos trabalhadores.

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