Convênio com o Estado vai garantir 100% do esgoto tratado em Mogi das Cruzes
Convênio com SP Águas prevê R$ 260 milhões em obras para universalizar coleta e tratamento na cidade; hoje, metade do esgoto da cidade cai no rio Tietê
06/05/2025 18h03, Atualizado há 11 meses
Farofa (PL), Mara Bertaiolli (PL) e Téo Cusatis (PSD) na Câmara de Mogi | Divulgação/PMMC.
A cidade de Mogi das Cruzes vai ter 100% do esgoto coletado e tratado, a partir de um investimento de R$ 260 milhões do Governo do Estado de São Paulo. Hoje, metade do esgoto produzido na cidade cai direto no rio Tietê, segundo a prefeitura.
Nesta terça-feira (6/5), a prefeita Mara Bertaiolli (PL), e o vice-prefeito Téo Cusatis (PSD) entregaram à Câmara Municipal o projeto de lei que autoriza o município a celebrar um convênio com a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). O objetivo é universalizar a coleta e o tratamento de esgoto na cidade, por meio de um investimento do valor 100% financiado pelo Estado.
“A coleta e o tratamento de esgoto leva saúde e dignidade para as pessoas. E tenham certeza de que todos os bairros da cidade serão atendidos”, disse a prefeita. “Deixaremos de ser uma cidade que polui o rio Tietê para ser uma cidade com mais saúde e que respeita o meio ambiente”, completou.
A entrega do projeto ao presidente da Câmara, vereador José Francimário Vieira, o Farofa, ocorreu na sede do Legislativo. Também participaram da reunião vereadores, o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, e os secretários municipais Guilherme Sever (Governo e Transparência) e Filipe Hermanson (Assuntos Jurídicos e Relações Institucionais).
Após a análise e aprovação dos vereadores, a SP Águas poderá iniciar o processo de licitação para execução das obras, previstas para começar ainda neste ano. O convênio terá validade de quatro anos, com possibilidade de prorrogação, e será executado sem custo algum para os cofres municipais.
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A parceria também prevê cooperação técnica entre a SP Águas e o Semae, que atuarão conjuntamente nos estudos e cronogramas das intervenções. As obras incluem a implantação de coletores-tronco nas bacias dos rios Jundiaí, Oropó, Ipiranga e Negro, além da ampliação das redes de esgoto na área urbana de Mogi das Cruzes, com tratamento realizado na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Suzano.
O convênio terá vigência de quatro anos, podendo ser prorrogado. O investimento total é de R$ 260 milhões, sendo R$ 209 milhões referentes a financiamento do Estado junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e R$ 51 milhões do Tesouro do Estado de São Paulo.
“A coleta e o tratamento de esgoto leva saúde e dignidade para as pessoas. E tenham certeza de que todos os bairros da cidade serão atendidos”, disse a prefeita. “Deixaremos de ser uma cidade que polui o rio Tietê para ser uma cidade com mais saúde e que respeita o meio ambiente. Isso vai melhorar a vida de muita gente”, celebrou Mara.
Resultado do diálogo com o Estado
O investimento é resultado da retomada do diálogo entre a Prefeitura e o Governo do Estado, iniciada ainda no período de transição da atual gestão municipal. O tema já havia sido discutido em reunião no final do ano passado com o governador Tarcísio de Freitas, durante a transição de governo, e com a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, que esteve na cidade no dia 11 de fevereiro, acompanhada do secretário estadual de Parcerias e Investimentos, Rafael Benini, e da presidente da SP Águas, Camila Viana.
“O bom relacionamento e a parceria com o Governo do Estado são fundamentais para que tenhamos investimentos que vão melhorar a vida dos mogianos. Graças a essa parceria com o Estado, Mogi terá 100% de esgoto coletado, totalmente tratado e com custo zero pra cidade. Quem ganha com isso é a cidade de Mogi das Cruzes”, reforçou Mara.