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Mogi investiga surto de intoxicação alimentar ligado a restaurante no Jardim Aracy

Segundo a Prefeitura, o número de pessoas infectadas por intoxicação subiu para 30; atendimentos foram registrados durante o final de semana

Por O Diário
06/10/2025 09h08, Atualizado há 6 meses

Restaurante foi interditado pela Vigilância Sanitária | Divulgação PMMC

A Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar de Mogi das Cruzes investiga um surto de gastroenterite de origem infecciosa que atingiu funcionários e clientes de um restaurante localizado no Jardim Aracy. O estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária no sábado (4), após mais de 30 atendimentos em unidades de saúde públicas e particulares da cidade.

Segundo a pasta, os pacientes apresentaram diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais. Os casos foram registrados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Rodeio, no Pronto Atendimento do Jardim Universo e em um hospital particular. As investigações apuram se há outros casos relacionados ao mesmo restaurante.

Durante a vistoria, fiscais constataram diversas irregularidades no local, incluindo falhas graves nas boas práticas de manipulação de alimentos. Parte dos trabalhadores diagnosticados com intoxicação estavam atuando na cozinha do restaurante, o que representava “grave risco à saúde pública”, informou a Secretaria. O local permanecerá fechado até que todas as pendências sejam corrigidas.

Alojamentos em condições precárias

A Vigilância Sanitária também vistoriou alojamentos utilizados pelos funcionários do restaurante. No total, foram identificados quatro locais, que abrigavam cerca de 170 trabalhadores, entre homens, mulheres e casais. Eles teriam vindo de estados do Nordeste, como Pernambuco, Maranhão e Ceará, parte há um mês e outros mais recentemente.

O alojamento masculino, onde viviam cerca de 100 pessoas, foi interditado por falta de higiene, ausência de água potável e condições sanitárias inadequadas. Outros alojamentos, destinados a mulheres e casais, também apresentaram problemas, como falta de ventilação, mas não chegaram a ser fechados.

Cerca de 30 trabalhadores aceitaram auxílio da Prefeitura e foram levados para um abrigo temporário montado no Pró-Hiper, que recebeu também quatro mulheres. Outros 35 funcionários estariam hospedados em um hotel da cidade, e aproximadamente 40 retornaram para suas cidades de origem.

Força-tarefa e apoio social

Uma força-tarefa com mais de 100 servidores municipais foi organizada no fim de semana para estruturar o abrigo no Pró-Hiper, com espaços de descanso, banho e alimentação. O local também conta com atendimento médico e jurídico.

No domingo (5), representantes do restaurante se reuniram com os trabalhadores abrigados e se comprometeram a pagar os dias trabalhados nesta segunda-feira (6). Parte do grupo manifestou interesse em voltar para suas cidades de origem, com apoio da Secretaria de Assistência Social.

O Pró-Hiper permanecerá temporariamente fechado para atividades esportivas e recreativas até a normalização da situação.

Investigações

A Prefeitura acionou o Ministério Público e o Ministério Público do Trabalho de Mogi das Cruzes para apurar as irregularidades sanitárias e trabalhistas. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a Polícia Civil investiga o caso na esfera criminal.

A Vigilância Sanitária segue analisando amostras e evidências para determinar a origem da contaminação alimentar. “Ao identificar situações que coloquem em risco a saúde das pessoas, o município age de forma imediata e rigorosa”, afirmou o diretor de Vigilância em Saúde, Jefferson Leite.

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