Mogi lança ação de distribuição de água em dias de calor intenso
Ações serão acionadas sempre que a temperatura atingir 32°C ou a sensação térmica ultrapassar 35°C
09/01/2026 20h00, Atualizado há 11 dias
Com temperatura acima dos 30º nesta sexta (9), Comitê de Crise Hídrica distribui água em pontos de grande concentração
O Comitê de Crise Hídrica e Monitoramento de Eventos Climáticos, criado esta semana pela prefeita Mara Bertaiolli para enfrentamento das consequências de temperaturas extremas e da escassez de água, iniciou, nesta sexta-feira (09), o trabalho intersetorial de distribuição de água em locais de grande concentração, em especial às pessoas mais vulneráveis e pets, e atendimento do Consultório na Rua. As ações serão acionadas sempre que a temperatura atingir 32°C ou a sensação térmica ultrapassar 35°C.
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Além do Largo do Rosário, a distribuição de água – feita pelo Semae e secretarias de Assistência Social e de Meio Ambiente e Proteção Animal – ocorreu também no Parque Botyra, Praça Prefeito Francisco Ribeiro Nogueira (Largo 1º de Setembro), Terminal Central, Praça Francisco Urbano (Braz Cubas) e Praça Veteranos de Guerra (Jundiapeba), num intervalo de 40 minutos a 1 hora em cada local.
O Consultório na Rua é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar, que oferece serviços como aferição de glicemia e de pressão arterial.
Também participaram do lançamento da ação o diretor-geral do Semae, José Luiz Furtado, e os secretários municipais Daniela Mariano (Assistência Social), Luiz Bot (adjunto de Saúde e Bem-Estar), Patricia Cesare (Meio Ambiente e Proteção Animal) e Gilberto Ito (Segurança), além do chefe de gabinete do vice-prefeito, Eli Nepomuceno.

Comitê
O Comitê de Crise Hídrica e Mapeamento das Mudanças Climáticas foi criado para mapear, aglutinar dados, avaliar, fazer parcerias e adotar medidas que visem à economia e ao consumo racional da água e adotar providências para minimizar as consequências das temperaturas extremas e da crise hídrica, com medidas emergenciais para enfrentamento da escassez de chuvas que afeta o nível das represas da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat).
De acordo com monitoramento feito pela Sabesp, nesta sexta (09/01/2026), o Spat opera com apenas 21,5% de sua capacidade, bem abaixo do que foi registrado há um ano (40,6%). É o menor índice desde a crise hídrica de 2014-2015.
“Estamos agindo com responsabilidade, planejamento e transparência para enfrentar um cenário desafiador, que exige união de esforços e decisões firmes. A criação do Comitê de Crise Hídrica nos permite monitorar a situação, integrar ações e proteger a população de Mogi diante dos possíveis impactos das mudanças climáticas e da escassez de água”, destacou a prefeita Mara Bertaiolli, no lançamento do comitê.
Entre as medidas adotadas estão a meta de redução de 30% no consumo de água nos cerca de 600 prédios públicos municipais e campanhas de conscientização da população para o uso consciente dos recursos hídricos.
O comitê é formado pelo Gabinete da prefeita, Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil, Fundo Social, Semae e diversas secretarias. O grupo é presidido pelo chefe de gabinete do vice-prefeito, Eli Nepomuceno.