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Mogiana recebe mais de R$ 5 mil em doações e envia ajuda ao Rio Grande do Sul

Maria une força por meio das redes sociais e coleta itens de higiene básica, absorventes, ração, comida e roupas para o sul do país

11 de maio de 2024

Maria Zadra comprando suprimentos para doação | Acervo Pessoa/Maria Zadra.

Reportagem de: Vitor Gianluca

O país está de olho na situação vivida no Rio Grande do Sul, que atravessa a pior crise climática da história do estado. Em Mogi das Cruzes, além dos pontos de coleta, pessoas utilizam o poder da internet para aumentar a conscientização sobre o problema e arrecadar itens básicos. Essa é a história de Maria Beatriz Zadra, de 25 anos, que está arrecadando donativos desde segunda-feira (6), para ajudar as famílias afetadas pelas enchentes.

O Rio Grande do Sul está em alerta, até o momento, 444 das 497 cidades foram atingidas pelas consequências das chuvas, com 136 mortes registradas. Os números mostram, por enquanto, 71.398 pessoas em abrigos, 339.928 desalojadas e 1.951.402 de pessoas afetadas. Vendo este problema de longe e sentindo que poderia ajudar de alguma forma, a mogiana tem chamado a atenção nas redes sociais, se colocando à disposição para receber doações de donativos e dinheiro para enviar ao sul do país.

Porta-malas do veículo de Maria, cheio de itens para doação. | Acervo Pessoal/Maria Zadra.
Porta-malas do veículo de Maria, cheio de itens para doação. | Acervo Pessoal/Maria Zadra.

Maria conta como surgiu o desejo de ser útil neste momento complicado.

“Eu comecei a arrecadar na segunda-feira (6), tenho uma conhecida jornalista que estava lá, fazendo cobertura ao vivo, falando de como estaca a situação. Eu não sei ao certo, tocou no meu coração que eu podia fazer algo para ajudar. Eu não tinha recursos para ajudar sozinha, mas eu tinha disponibilidade de tempo e vontade de ajudar”

Ela relata que mesmo sem muitos seguidores recebeu mais de R$ 5 mil em dinheiro, até o momento, doados por mais de 50 pessoas. “Os valores partem de R$ 5. Já recebi uma doação de R$ 1 mil também”, conta animada. O item prioritário, como ela destaca, é água potável, porque pode ser utilizada para higiene, cozinhar e para beber. Além de água, Maria compra ração, absorventes, alimentos não perecíveis, enlatados e lenço humedecido.

Maria mostra parte das arrecadações. | Acervo Pessoal/Maria Beatriz Zadra.
Maria Zadra roupas arrecadadas para o Rio Grande do Sul. | Acervo Pessoal/Maria Beatriz Zadra.

“O que eu estou fazendo é um meio de campo para as pessoas que querem doar e não sabem como, não confiam ou não tem tempo de ir às compras. Eu sozinha não conseguiria. Não é a Maria Beatriz que está fazendo isso, é a Maria com todo mundo que se propôs a doar dinheiro, a ir no mercado junto e a separar roupas”, afirma.

Maria conclui com a importância de seguir ajudando, mesmo após o nível da água baixar.

Vale lembrar, que vai demorar meses, se não anos, para voltar de fato ao normal. Então, não podemos ajudar uma semana ou por 15 dias. A gente tem que sempre ajudar, temos que lembrar que eles tiveram as cidades destruídas, eles não têm emprego, não têm lar para voltar. Se não tiver como ajudar com dinheiro, busque outras formas de ajudar. Seja com tempo, com roupas, de alguma forma a gente vai conseguir ajudar. A ajuda de hoje, ela é válida, mas ela não pode acabar hoje. Eles perderam tudo.
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