Morador flagra resíduos em córrego de Brás Cubas após conclusão de serviços de limpeza
Segundo a Prefeitura de Mogi das Cruzes, o trecho mencionado pelo morador não integrou a área dos últimos serviços, mas uma equipe será enviada ao local
Por Ana Lívia Terribille
16/12/2025 09h46, Atualizado há 1 mês
Córrego do Gregório antes da retirada desta semana | Foto: Arquivo pessoal
Um morador flagrou um novo acúmulo de resíduos no Córrego do Gregório, no distrito de Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, dias após a Prefeitura concluir os serviços de limpeza e desobstrução no local. Segundo a administração municipal, os trabalhos haviam sido finalizados com a retirada de 1.082 toneladas de sedimentos do curso d’água.
“A Prefeitura disse que tinha finalizado os serviços, mas quando passei pelo local vi esse acúmulo de resíduos”, relatou o morador.
Córrego do Gregório | Foto: Arquivo pessoal
Segundo Ochoski, o cenário gera preocupação por se tratar de uma área suscetível a alagamentos, especialmente durante períodos de chuva intensa. Ele afirma que moradores próximos ao córrego costumam ser impactados quando o volume de água aumenta. “Essa parte sofre muito com as fortes chuvas”, destacou.
Procurada, a Prefeitura de Mogi das Cruzes informou, em nota enviada a O Diário, que o Córrego do Gregório foi desobstruído ao longo de 780 metros. De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Zeladoria, o trecho registrado nas imagens pelo morador não integrou a frente de trabalho executada recentemente.
“O ponto retratado nas fotografias enviadas não fez parte dessa frente de trabalho. Equipes irão até o referido local para fazer a remoção dos resíduos”, concluiu a pasta.
Limpeza no córrego
Entre os dias 26 de novembro e 6 de dezembro, a Prefeitura retirou 1.082 toneladas de sedimentos do Córrego do Gregório. Os serviços, de acordo com a administração municipal, integram as ações de prevenção e preparação da cidade para o período de chuvas.
Ainda conforme a Prefeitura, a limpeza ocorreu em dois trechos do córrego: 420 metros em área com muro de gabião e outros 360 metros no trecho com muro de pedra, entre o gabião e o viaduto Argeu Batalha. Ambos, segundo o Executivo, apresentavam acúmulo visível de sedimentos e, por isso, foram incluídos nos trabalhos.