Novo Sesc Mogi: conheça o projeto vencedor e os autores que assinam a proposta
Projeto reúne técnicas tecnológicas e sustentáveis, preservando o bioma local e valorizando a integração dos visitantes
30/10/2025 17h15, Atualizado há 1 mês
Veja as perspectivas do novo Sesc Mogi
Foto: Reprodução Victor de Almeida Presser Arquitetura e Construção Civil Ltda
Um grupo de nove arquitetos foi o vencedor do primeiro lugar do concurso de realização do projeto do novo Sesc Mogi das Cruzes. Unindo criatividade, preservação, tecnologia e sustentabilidade, o projeto contemplado conta com cerca de 20 mil metros quadrados. A nova construção, que promete ampliar o atendimento do Sesc à população da cidade e do Alto Tietê, levou cerca de cinco meses para ser concluído.
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Em competição com outros 70 projetos enviados, a proposta se destacou pela utilização de materiais tecnológicos como a madeira laminada colada (MLC) , preservação de árvores nativas da Mata Atlântica, disposição estratégica das áreas de uso comum e destinadas a credenciados, além de um design amplo, com aproveitamento de espaços integrados, ventilação e iluminação natural.
Segundo os autores, o projeto se apresenta também como uma unidade-parque, estruturada por setores paisagísticos que acolhem diferentes usos. Esses ambientes formam uma rede de espaços verdes e abertos, que vão do corredor agroecológico às clareiras sombreadas, compondo uma infraestrutura ecológica e cultural.
Ele foi pensado para ter áreas acessíveis, integradas e flexíveis, em diálogo com o entorno e aptas a abrigar ações socioculturais, educativas, experimentais e de convivência. Sua estrutura também deve estar alinhada com as demandas contemporâneas, em especial com as pautas ambientais e as relações com a comunidade, mantendo a unidade como um agente de transformação e integração de aspectos naturais e urbanos em sua arquitetura, com foco constante em acessibilidade, sustentabilidade e inovação.
Espaço contará com áreas como pomar, horta, parque molhado, piscinas, quadras esportivas, salas multifuncionais, comedoria, biblioteca e outras.
Um dos destaques do projeto se dá ao uso de madeira laminada colada (MLC), um material estrutural compreende várias camadas de madeira coladas com adesivos estruturais duráveis e resistentes à umidade, sendo uma opção sustentável, além de ser mais leve que materiais como aço ou concreto, o que facilita a logística e fundações menores.

“Nós temos algumas questões urgentes no mundo como um todo, na construção, a questão climática não poderia ser diferente. Hoje nós temos buscado materiais renováveis para fazer as edificações e pensar em um impacto baixo em relação à outras técnicas, por isso escolhemos a MLC para ser o material que mais aparece nesse edifício. Essa já é uma técnica conhecida e consolidada, ela traz vantagens como a pré-fabricação do prédio, sem problemas de obras, previsibilidade, é super leve… Então só tem vantagens”, diz Barbara Camucce, uma das arquitetas autoras do projeto.

Segundo Bárbara Muhle, também autora da proposta, o projeto foi organizado de maneira funcional mas que valorizasse as possibilidades de troca dentro dos espaços. “Você circular pelo Sesc e ter a noção de outras atividades é uma coisa que o próprio Sesc enaltece, esse cruzamento, essa troca entre as pessoas”, destaca.
“Tem todo esse visual de dentro que vê o todo e de dentro que vê o fora, o prédio é aberto, é muito translúcido o visual de todos os lugares. O Sesc é uma reprodução da cidade, um espaço público que pra termos responsabilidade sobre ele e sobre o outro, estamos vendo o que está acontecendo ali. Cada um sendo visto e vendo, se responsabiliza pelo espaço e pelas relações”, completa Bárbara Camucce.
Victor Presser, que compõe do time de jovens arquitetos responsáveis pelo projeto, explica sobre como a preservação da arborização, especialmente a valorização do bioma local, foi pensada carinhosamente na hora de idealizar o novo Sesc Mogi das Cruzes. “É muito marcante essa característica do lugar, pela proximidade da Mata Atlântica, na Serra do Mar e o visual que temos da Serra do Itapeti. Então decidimos trazer para proposta do partido de implantação a preservação das árvores, criando uma regeneração do bioma, no sentido de juntar essa ideia de urbanização com o encontro com o natural, com o verde”, destaca.
Conheça os arquitetos
A proposta vencedora do concurso foi a inscrita por meio da empresa Victor de Almeida Presser Arquitetura e Construção Civil Ltda, composta por um grupo de nove jovens arquitetos. São eles Victor Presser, Barbara Camucce, Barbara Muhle, Débora Bruno, Thiago Pontes, Guido Collino, Tomas Vannucchi, Bianca Brigati e Thiago Conti.

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