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Operação da PF contra lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas cumpre mandados em Mogi

Um dos alvos da operação é o influenciador digital Buzeira, que foi preso em Igaratá

Por O Diário
15/10/2025 09h42, Atualizado há 7 meses

Veículos apreendidos | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (14), a Operação Narco Bet, com o objetivo de desarticular um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Mogi das Cruzes, Bertioga e outras cidades de São Paulo, além de municípios do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais.

Um dos alvos da operação foi o influenciador digital Buzeira, que foi preso em Igaratá, no Vale do Paraíba. O influenciador soma mais de 15 milhões de seguidores apenas no Instagram.

A operação conta, ainda, com a cooperação da Polícia Criminal Federal da Alemanha (Bundeskriminalamt – BKA), responsável pela execução de medida cautelar de prisão contra um dos investigados que atualmente está em território alemão.

A ação desta terça é desdobramento da Operação Narco Vela, que teve como foco a repressão ao tráfico de drogas por via marítima a partir do litoral brasileiro.

As investigações, segundo a PF, indicam que o grupo utilizava técnicas sofisticadas de lavagem de dinheiro, com movimentações financeiras em criptomoedas e remessas internacionais, voltadas à ocultação da origem ilícita do dinheiro e à dissimulação patrimonial.

Ainda de acordo com a PF, parte desses valores movimentados teria sido direcionada para estruturas empresariais vinculadas ao setor de apostas on-line, as chamadas Bets.

No total, foram cumpridos 11 ordens de prisão e 19 mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Mogi das Cruzes (SP), dois em Bertioga (SP), três em São Paulo (SP), três em Santos (SP), dois em Barueri (SP), um em Birigui (SP), um em Igaratá (SP), um em Itajaí (SC), um no Rio de Janeiro (RJ), um em Lagoa Santa (MG).

As medidas judiciais incluem ainda o bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 630 milhões, visando à descapitalização da organização criminosa e à reparação de danos decorrentes das atividades ilícitas, de acordo com a PF.

Os investigados poderão responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional.

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