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Polícia Civil afasta delegados, investigador e carcereiro por suspeita de regalias a Milton Leite, preso em Mogi

Ex-vereador teria recebido visitas fora dos dias e horários permitidos

Por Geovanna Albuquerque
19/10/2026 15h25, Atualizado há 0 horas

Milton Leite | Foto: Câmara Municipal de São Paulo

A Polícia Civil afastou um carcereiro da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, três delegados e um investigador que atuavam na Seccional de Polícia Civil do município, após suspeitas de concessão de tratamento privilegiado a detentos da unidade prisional. Segundo o site Metrópoles, há suspeitas de que ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), que está preso no local, tenha recebido regalias, como visitas fora dos dias e horários permitidos. O afastamento dos servidores foi confirmado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), por meio de nota, no sábado (17).

O caso é alvo da Operação Custódia (In)Fiel, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo apurado pela Promotoria, os detidos teriam recebido visitas frequentes, inclusive de pessoas sem vínculo familiar, além de supostos privilégios “incompatíveis com o cárcere”.

Segundo a SSP-SP, a medida que determinou o afastamento dos servidores foi tomada com o objetivo de “garantir a continuidade das apurações sem eventuais interferências”. Os cinco servidores prestaram depoimentos à Corregedoria Geral da corporação neste sábado (17). A pasta afirmou, ainda, que houve a instauração de Inquérito Policial e Procedimento Correcional Disciplinar.

“A Corregedoria Geral da Polícia Civil apoiou a operação do Ministério Público realizada nesta sexta-feira (16) e determinou correições na Cadeia Pública e no 1º Distrito Policial para verificar os serviços e as rotinas administrativas e operacionais das unidades. A SSP reafirma seu compromisso e das polícias estaduais com a transparência, a legalidade e a rigorosa apuração dos fatos. As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias e individualizar eventuais responsabilidades”, diz a nota da pasta.

De acordo com o Metrópoles, durante a operação, foram apreendidos R$ 150 mil e US$ 10 mil na casa de um carcereiro suspeito de facilitar as regalias ao ex-vereador. Além disso, o GAECO também teria localizado R$ 4 mil no bolso do agente carcerário.

O MPSP afirmou que os fatos podem configurar, em tese, os crimes de corrupção passiva e ativa, além de prevaricação, entre outros.

Milton Leite está preso temporariamente desde setembro por decisão da Justiça. Ele é investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o setor de transporte público de São Paulo.

O que diz a defesa de Milton Leite?

O Diário entrou em contato com a defesa do ex-vereador, no entanto, não houve retorno até o momento. A matéria será atualizada assim que houver resposta.

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