‘SOS Mulher Mogiana’: saiba como funciona o novo app que protege vítimas de violência
Aplicativo lançado hoje pela Prefeitura de Mogi das Cruzes oferece atendimento exclusivo a mulheres com medidas protetivas
27/08/2025 16h05, Atualizado há 7 meses
Lançamento aconteceu no Prédio II da Prefeitura | Foto: Ana Lìvia Terribille
A Prefeitura de Mogi das Cruzes lançou, nesta quarta-feira (27), o SOS Mulher Mogiana, aplicativo voltado para aumentar a segurança de mulheres que possuem medidas protetivas contra agressores.
Atualmente, 281 mulheres estão cadastradas e terão acesso ao sistema por meio de login e senha fornecidos pelos órgãos de segurança, após apresentação do documento. Num primeiro momento, o programa atenderá apenas esse grupo, mas já há estudos que podem indicar a expansão para outras áreas.
O aplicativo funciona como um “botão do pânico digital”, integrado ao Centro de Operações (COI) do município. A vítima deve apresentar a medida protetiva à Delegacia da Mulher ou à Patrulha Maria da Penha, ser cadastrada no sistema e, em seguida, receber o acesso seguro.
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Em situações de risco, a vítima pode acionar o botão de alerta do aplicativo, que aciona imediatamente a Guarda Civil Municipal (GCM). A equipe, então, acompanha a localização em tempo real e garante atendimento imediato, inclusive em casos de perseguição.
O coronel Gilberto Ito, secretário de Segurança Pública, afirmou que o aplicativo preenche uma lacuna importante na proteção às mulheres.”Com este aplicativo, elas podem pedir ajuda com um clique, e nossas equipes respondem imediatamente. Na prática, é um botão do pânico que salva vidas.”
Segundo dados da Prefeitura, a ferramenta já contribuiu para um aumento de 35% no número de prisões de agressores e daqueles que descumpriam medidas protetivas, evidenciando a efetividade do monitoramento e da resposta rápida.
A prefeita Mara Bertaiolli (PL) reforçou que a iniciativa representa um compromisso do poder público com a segurança e a dignidade das mulheres. “Não podemos normalizar a violência, seja dentro de casa ou nas ruas. Este aplicativo garante resposta rápida e proteção imediata, mostrando que é nosso dever proteger, acolher e escutar cada uma de nossas mulheres.”
Assista ao vídeo:
Já para a vereadora Malu Fernandes (PL), o impacto social do aplicativo vai além da segurança física. “Ser mulher é enfrentar riscos todos os dias. Esta ferramenta fortalece a dignidade e a segurança de quem mais precisa, proporcionando mais autonomia e confiança.”
O evento aconteceu no Prédio II da Prefeitura de Mogi das Cruzes, na Rua Francisco Franco, e contou com a participação dos vereadores Milton Lins, o Bi Gêmeos (PSD), Romão (PCdoB), Priscila Yamagami (PP), Francimario Vieira, o Farofa (PL).
Como funciona o APP?
| Etapa | O que acontece |
| 1. Concessãoo da medida protetiva | A mulher obtém a medida protetiva junto à Justiça. |
| 2. Cadastro seguro | Apresenta a medida à Delegacia da Mulher ou Patrulha Maria da Penha; é cadastrada no sistema e recebe login e senha exclusivos. |
| 3. Acionamento em caso de perigo | Com um clique no botão de alerta, a GCM é imediatamente acionada. |
| 4. Monitoramento e resposta | A equipe acompanha a localização em tempo real e garante atendimento imediato. |
| 5. Exclusividade e duração do acesso | O aplicativo é restrito às mulheres com medida protetiva; quando a medida é suspensa, o login é cancelado. |
Segurança
Vale destacar que outras cidades já adotam aplicativos semelhantes para agilizar a resposta a vítimas de violência doméstica. Em São Paulo, por exeplo, o SP Mulher Segura permite registrar boletins de ocorrência e conta com um botão de pânico que envia a localização da vítima em tempo real ao Centro de Operações da Polícia Militar, garantindo rápida intervenção.
Com o SOS Mulher Mogiana, Mogi passa a ter um recurso digital exclusivo para mulheres com medidas protetivas, conectando-as diretamente à Patrulha Maria da Penha e ao Centro de Operações do município.
Assim como citado anteriormente, o aplicativo não está disponível nas lojas e seu acesso é restrito, por login e senha fornecidos pelos órgãos de segurança após o cadastro, garantindo sigilo e proteção às usuárias.