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Entenda como o yakisoba se tornou o primeiro patrimônio imaterial de Suzano

Tombamento já havia sido aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) no dia 27 de março deste ano

Por O Diário
09/07/2025 15h09, Atualizado há 8 meses

O yakisoba foi tombado em Suzano. Mas, afinal, o que significa transformar um prato japonês em patrimônio imaterial da cidade? Mais do que um alimento querido nas festas e feiras, o yakisoba agora carrega um novo status em Suzano: o de patrimônio cultural imaterial.

A oficialização foi feita pelo prefeito Pedro Ishi (PL) durante a 38ª edição da Festa da Cerejeira, realizada no último fim de semana na Associação Cultural Suzanense Bunkyo, no centro da cidade.

A cerimônia contou com a apresentação do documento que consolida o tombamento, aprovado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) em março deste ano.

A relação do yakisoba com a história de Suzano foi devidamente comprovada com as pesquisas realizadas pelo Compac, a partir de uma indicação do diretor de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, Minoru Harada, quando era presidente da Comissão do Centenário da Imigração Japonesa, ainda no ano de 2022.

Os estudos desencadeados a partir de então, com o trabalho dos ex-presidentes e do atual, Renan de Lima Franco, junto à pesquisadora Katherine Tanimura e toda a equipe do conselho, constataram que o prato remonta à influência da comunidade nipônica desde o início do século XX. A sua popularização em festividades e eventos ajudou a consolidá-lo como um símbolo gastronômico local e também uma fonte de recursos para associações comunitárias.

Agora, o yakisoba se une aos outros três patrimônios já tombados em Suzano. Todos eles valorizam diferentes aspectos do desenvolvimento do município, incluindo a influência da cultura oriental, a produção no campo e a emancipação político-administrativa.

Neste sentido, estiveram nessa lista de bens tombados a Academia de Judô Terazaki, localizada na rua Tokuzo Terazaki, 25, na Vila Urupês; o conjunto histórico da Fazenda Sertão, localizada no sul do município; e o primeiro Paço Municipal, localizado na rua Campos Salles, 601, no centro, onde está sediado atualmente o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O presidente do Compac declarou que o reconhecimento do yakisoba como patrimônio imaterial é um marco histórico para a cidade.

“O yakisoba de Suzano representa mais do que um prato. Ele carrega memórias, histórias e uma cultura de resistência. O tombamento é um reconhecimento justo dessa identidade tão presente em nosso dia a dia”, afirmou Renan de Lima Franco.

Por sua vez, Pedro Ishi destacou que Suzano tem uma relação profunda com a cultura japonesa, e o yakisoba é um símbolo dessa ligação.

“É uma honra poder oficializar esse tombamento numa noite especial como essa, repleta de cultura, tradição e emoção. A festa valoriza os laços da cultura japonesa com nossa cidade. É uma alegria ver Suzano florescendo e celebrando o respeito, a amizade e a diversidade”, ressaltou o prefeito.

O prato

Yakisoba é um prato de origem chinesa popularizado no Japão, composto por macarrão frito salteado com legumes (como cenoura, repolho e brócolis), carnes variadas (geralmente frango, boi ou porco) e um molho à base de shoyu com sabor agridoce. O nome vem do japonês: yaki (grelhado, frito) e soba (macarrão), embora a receita tradicional use um tipo de macarrão diferente do soba de trigo sarraceno.

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