Suzano S/A fecha unidade no Miguel Badra e demite funcionários
Empresa informou, em nota, que a decisão ocorreu devido ao 'foco da companhia nas operações da Unidade de Papéis e Embalagens (UNPE) no Brasil e em solo internacional'
06/01/2026 20h35, Atualizado há 1 mês
Suzano S/A | Divulgação
A unidade Rio Verde da fábrica de papel e celulose Suzano S/A, localizada no bairro Miguel Badra, encerrou as atividades na última segunda-feira (5/1). Em razão da medida, funcionários foram demitidos pela empresa. O número de colaboradores desligados não foi informado. A organização afirmou, em nota, que a decisão ocorreu devido ao “foco da companhia nas operações da Unidade de Papéis e Embalagens (UNPE) no Brasil e em solo internacional” (leia o posicionamento na íntegra mais abaixo).
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De acordo com o Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes, o encerramento das atividades ocorreu sem qualquer diálogo sindical prévio. Segundo a entidade, a Suzano S/A justifica o fechamento alegando “alta competitividade e uma análise de sustentabilidade da unidade sob os critérios de estrutura e viabilidade produtiva”.
A Suzano S/A informa que “todos os ex-colaboradores estão recebendo a assistência necessária”.
O que diz a Suzano S/A?
Após análise detalhada, a companhia informa que finalizou as operações da fábrica Rio Verde (SP):
“Essa decisão tem por objetivo focarmos nas operações da Unidade de Negócios de Papéis e Embalagens no Brasil (Fábricas Suzano, Limeira Mucuri) e operações internacionais (Pine Bluff e Waynesville), buscando gerar cada vez mais valor, inovação e crescimento para o negócio e para a companhia”, afirmou em nota.
“Infelizmente, com o encerramento das atividades, foram necessários ajustes na equipe, todos os colaboradores demitidos estão recebendo toda assistência necessária”, completou a companhia.
“Vale informar ainda que essa decisão não afetará nossos clientes, visto que continuaremos produzindo 100% do nosso portfólio de produtos, redistribuídos entre as unidades de papel e embalagem”, finalizou.
O que diz o sindicato?
“O posicionamento do Sindicato dos Papeleiros de Mogi das Cruzes e Região é anular as demissões pelo menos enquanto são feitas as negociações com a empresa se caso isso não for revertido.
Para isso, a associação deve entrar com danos morais coletivos contra a empresa e também com uma ação para tentar anular as demissões.
Dessa maneira, o sindicato exige, no mínimo, um convênio médico e cesta básica por três meses, mas ainda não há acordo.
Essa solicitação foi feita porque muitos ex-funcionários estão fazendo tratamento de saúde, não podem ficar desamparados dessa forma.
Porém, ainda reivindicamos que sejam fornecidos três anos de plano de saúde, cesta básica e prêmio por tempo de casa por cada trabalhador (um salário nominal para cada ano trabalhado).”