UMC presta homenagem a funcionários que morreram por Covid-19
Familiares e professores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) prestaram uma homenagem hoje (30) aos professores Ronaldo Lemes de Souza e Maico Pinheiro da Silva, e à assistente administrativa, Luciane Souza Rodrigues, que morreram neste ano após terem contraído a Covid-19. Uma placa com os nomes dos integrantes da área acadêmica da institutição foi […]
30/10/2021 09h04, Atualizado há 58 meses
Familiares e professores da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) prestaram uma homenagem hoje (30) aos professores Ronaldo Lemes de Souza e Maico Pinheiro da Silva, e à assistente administrativa, Luciane Souza Rodrigues, que morreram neste ano após terem contraído a Covid-19.
Uma placa com os nomes dos integrantes da área acadêmica da institutição foi instalada no câmpus como forma de eternizar a presença deles, e lembrar essas e outras perdas durante a pandemia.
Um ato religioso foi celebrado pelo capelão da UMC, o padre Marcus Sulivan, e o plantio de uma muda de um ipê amarelo, além de lembranças sobre a trajetória dos três colaboradores, foram a maneira de a instituição reverenciar as vítimas.
O pré-reitor Acadêmico, Claudio José Alves de Brito, falou em nome da instituição e dos demais companheiros de trabalho. Segundo ele, se trata de “singela, mas significativa homenagem que ficará marcada para sempre na memória e história da universidade”.
A solenidade reuniu um pequeno número de pessoas, atendendo aos protocolos de prevenção à Covid ainda vigentes.
O professor Ronaldo Lemes de Souza faleceu em maio deste ano e recebeu homenagens de alunos e colegas de trabalho, como O Diário registrou (veja reportagem aqui)
Em abril, a UMC lamentou a morte da assistente administrativa Luciane Souza Rodrigues que faleceu aos 50 anos, após longo período de luta contra a doença.
Luciene Souza Rodrigues não resistiu à complicações da Covid e morreu aos 50 anos (confira a reportagem)
O professor da Faculdade de Direito, Maico Pinheiro da Silva, também faleceu em abril, uma outra partida que comoveu a comunidade acadêmica.
Em 2015, ele conclui tese de mestrado, na própria UMC, com um tema mogiano de flagrante símbolo para a cidade e a pesquisa científica, com o tema “A Imigração Japonesa, e o cultivo de orquídeas: histórias e memórias do Alto Tietê”, sob supervisão da professora Luci Bonini.
Na dedicatória, o professor falou sobre o apoio e a inspiração dada por familiares, como a esposa, instituição, orientadores, e o pesquisador Massuji Kayasima, um dos principais nomes mogianos no cultivo e estudos de orquídeas. E encerrou a narrativa com um texto bíblico, que se aplica ao que se passou com milhares brasileiros e vítimas da Covid-19 no Brasill e no mundo: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (Bíblia Sagrada- 2º Timóteo 4.7).