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Médica ensina como utilizar fones de ouvido sem prejudicar a audição

Efeitos graves começam a acontecer quando a pessoa ouve conteúdos acima de 85 decibéis

Por O Diário
21/07/2025 16h15, Atualizado há 9 meses

Freepik

Aquele fone de ouvido aparentemente inofensivo que distrai crianças, jovens e adultos – agora no período de férias sobretudo entre os mais jovens – pode se transformar em um grande vilão para a audição. O alerta é da otorrinolaringologista da Hapvida, Layla Sayuri Kaczorowski Sasaki, que acompanha com frequência situações em que há perdas irreversíveis na capacidade de ouvir.

Segundo ela, os efeitos graves começam a acontecer quando a pessoa ouve conteúdos, independentemente do aparelho, acima de 85 decibéis. A médica do Hospital Santana, em Mogi das Cruzes (SP), ressalta que a permanência do uso é determinante: “Mais de oito horas por dia ouvindo sons acima dos 85 decibéis vão causar problemas sérios porque não haverá como repor essa capacidade de audição perdida”, destaca.

Uma das orientações é utilizar fones com cancelamento de ruído que desconstruam a necessidade de aumentar o volume em ambientes barulhentos. Sempre o ideal será ouvir som abaixo de 85 decibéis, usar o volume em no máximo 60% da capacidade do dispositivo por até 60 minutos contínuos e se lembrar de que a permanência máxima não pode ultrapassar oito horas ininterruptas diárias”, ensina a otorrinolaringologista.

Liquidificador, trânsito intenso ou um restaurante barulhento já podem atingir esse nível de ruído. Esse quadro de som alto por muitas horas leva a um fator chamado Perda Auditiva Induzida de Ruído (PAIR), e os aparelhos passam a ser a única opção para recuperação do sentido. Segundo a médica, é fundamental que os pais fiquem atentos ao comportamento dos filhos principalmente em período de férias. Muitas vezes a falta de atenção deles a fatores externos (inclusive em sala de aula) e o distanciamento social podem ter relação com a dificuldade de audição, motivo pelo qual o diálogo é sempre importante.

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