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Almofadinhas ressecadas: veja como evitar e tratar esse problema nas patas dos pets

O ressecamento dos coxins, popularmente conhecidos como almofadinhas, pode causar desconforto, rachaduras e sensibilidade nas patas dos animais, além de favorecer infecções e dificultar a locomoção. Essas estruturas funcionam como uma proteção natural para os pets, amortecendo impactos e evitando lesões durante caminhadas e brincadeiras. De acordo com Douglas Evandro dos Santos, médico-veterinário e coordenador […]

Por Edicase Conteúdo
31/07/2026 18h03, Atualizado há 0 horas

O ressecamento dos coxins, popularmente conhecidos como almofadinhas, pode causar desconforto, rachaduras e sensibilidade nas patas dos animais, além de favorecer infecções e dificultar a locomoção. Essas estruturas funcionam como uma proteção natural para os pets, amortecendo impactos e evitando lesões durante caminhadas e brincadeiras.

De acordo com Douglas Evandro dos Santos, médico-veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da Unime, algumas situações comuns do dia a dia podem favorecer o ressecamento das patinhas dos animais. “Fatores como baixa umidade do ar, pisos ásperos, contato frequente com superfícies quentes ou frias e até banhos excessivos podem comprometer essa barreira protetora”, explica.

Produtos para evitar e tratar o ressecamento nas patinhas

Em busca de solucionar ou até evitar o ressecamento das patinhas dos animais, muitos tutores recorrem a soluções caseiras para hidratar as almofadinhas, como óleo de coco e vaselina sólida. Entretanto, a escolha do produto deve considerar a segurança e as necessidades dos pets.

Segundo o médico-veterinário, o ideal é utilizar produtos desenvolvidos especificamente para os animais. “Os bálsamos formulados para pets são os mais indicados porque foram desenvolvidos considerando as características da pele dos animais e o hábito que eles têm de lamber as patas. Esses produtos oferecem hidratação adequada e contam com ingredientes seguros caso sejam ingeridos em pequenas quantidades”, explica.

O especialista destaca que o óleo de coco pode ser utilizado eventualmente como uma alternativa para hidratação leve, desde que o animal não apresente alergias ou sensibilidade ao produto. “Ele possui propriedades hidratantes e pode ajudar em casos de ressecamento discreto. Porém, seu efeito costuma ser temporário e não substitui produtos veterinários formulados para esse fim”, afirma.

A vaselina sólida, por outro lado, exige mais cautela. Embora crie uma camada protetora sobre a pele, ela não possui propriedades hidratantes significativas e pode trazer alguns inconvenientes. “A vaselina atua principalmente como uma barreira física, ajudando a reduzir a perda de umidade. No entanto, por ser mais oleosa, pode deixar as patas escorregadias e causar desconforto. Além disso, se o animal lamber em excesso, pode ocorrer irritação gastrointestinal”, alerta Douglas Evandro dos Santos.

Pessoa aplicando creme hidratante nas almofadinhas da pata de um cachorro pequeno deitado em uma manta cinza.
Rachaduras, lambedura excessiva e sensibilidade ao caminhar são alguns dos sinais de que as almofadinhas plantares precisam de atenção (Imagem: Denis Val | Shutterstock)

Sinais de que as patinhas precisam de atenção

O médico-veterinário destaca que os tutores devem observar alguns sinais que indicam ressecamento ou lesões nas almofadinhas plantares antes de iniciar o uso de qualquer produto ou medicação. Veja os principais:

  • Presença de rachaduras ou fissuras;
  • Aspecto esbranquiçado ou áspero;
  • Lambedura excessiva das patas;
  • Sensibilidade ao caminhar;
  • Pequenos sangramentos;
  • Mudanças na forma de andar ou claudicação.

Cuidados simples para evitar o ressecamento das almofadinhas

Além da hidratação adequada, Douglas Evandro dos Santos alerta para cuidados simples no dia a dia, como evitar passeios em horários de temperaturas extremas, manter os pelos entre os coxins aparados, limpar e secar bem as patas após passeios e garantir uma alimentação equilibrada.

“Observar o comportamento do animal deve fazer parte da rotina. Muitas vezes, as alterações começam de forma discreta e só são percebidas quando o animal já sente dor ou apresenta dificuldade para caminhar”, finaliza o especialista.

Por Camila Souza Crepaldi

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