GAECO prende foragido da Operação Boyle em Arujá
Operação mira diferentes organizações criminosas que realizavam adulteração de combustíveis; suspeito estava foragido desde as primeiras etapas da operação
14/08/2025 12h04, Atualizado há 8 meses
Agentes da PM e do MP cumpriram diligências da operação nesta quinta | Divulgação/MPSP
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (14), mandados de busca e prisão preventiva contra um dos investigados na Operação Boyle. Não encontrado durante a deflagração dos trabalhos, o alvo estava até então foragido e foi localizado em Arujá.
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A Operação Boyle revelou a existência de diferentes organizações criminosas com presença no ramo de combustíveis, dedicadas a adulterações, fraudes fiscais e lavagem de capitais. Até o momento, houve denúncia formal contra 60 pessoas.
O investigado preso nesta quinta foi localizado após diligências do Ministério Público e da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Operação Boyle
A primeira fase da operação ocorreu em fevereiro de 2024, com o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santo André, Poá, Arujá e Bertioga.
As investigações identificaram organizações criminosas atuantes no setor de combustíveis, especialmente por meio da adulteração de etanol e gasolina com metanol, prática que inclui também a constituição de empresas de fachada para lavagem de dinheiro e a corrupção de agentes públicos visando à manutenção do esquema criminoso.
No início de abril de 2025, o GAECO ofereceu duas denúncias contra um dos grupos investigados, composto por 16 pessoas, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de requerer a fixação de valor mínimo para reparação de dano moral coletivo.