Rússia impõe o fim de sanções para retomar o fornecimento de gás à Europa
A Rússia anunciou que só vai retomar o fluxo de fornecimento de gás de forma plena para a Europa quando o “coletivo do Ocidente” suspender as sanções impostas ao país por conta da invasão da Ucrânia. Dmitry Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin, culpou as sanções da União Europeia, do Reino Unido e do Canadá […]
05/09/2022 10h46, Atualizado há 47 meses
A Rússia anunciou que só vai retomar o fluxo de fornecimento de gás de forma plena para a Europa quando o “coletivo do Ocidente” suspender as sanções impostas ao país por conta da invasão da Ucrânia.
Dmitry Peskov, porta-voz do presidente Vladimir Putin, culpou as sanções da União Europeia, do Reino Unido e do Canadá pelas dificuldades que o país enfrenta para entregar o gás a países europeus.
A Gazprom anunciou na sexta-feira passada que interromperia o fornecimento de gás através do Nord Stream 1 devido a uma falha técnica. O gasoduto é a principal via de suprimento de gás russo para o continente europeu, ligando São Petesburgo à Alemanha através do Mar Báltico.
A empresa atribuiu o corte do fornecimento a dificuldades no reparo das turbinas fabricadas na Alemanha e no Canadá.
“Os problemas de bombeamento de gás surgiram por causa das sanções que os países ocidentais introduziram contra nosso país e várias empresas” – disse Peskov, segundo a agência de notícias “Interfax. – Não há outras razões que possam ter causado esse problema de bombeamento.
A União Europeia, especialmente a Alemanha – país que está entre os mais dependentes do gás russo no continente – questionou a justificativa de Moscou para interromper o fornecimento.
“É importante lembrar que não existe apenas um gasoduto que conecta Rússia e Europa. Se houve um problema técnico que está impedindo o fornecimento via Nord Stream 1, haveria possibilidade, se houvesse disposição para isso, de entregar o gás à Europa por meio de outros gasodutos”, disse nesta segunda-feira Tim McPhie, porta-voz da área de energia da Comissão Europeia.
Os preços da energia deram um salto na Europa após a decisão da Rússia de interromper indefinidamente a oferta de gás natural para o continente por meio de seu maior gasoduto. A medida, que agrava a crise na região, pode levar as maiores economias à recessão e forçar o racionamento.
Os contratos futuros de referência do gás chegaram a subir 35%, o maior ganho em quase seis meses, enquanto os preços da eletricidade também aumentaram. O corte de oferta repercutiu nos mercados, com impacto nas ações e no euro, que caiu para a mínima em 20 anos.