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Mogi das Cruzes implanta protocolo para acolhimento e encaminhamento em saúde mental nas UBSs e USFs

Segundo a administração municipal, a ferramenta padroniza a classificação de risco e agiliza atendimento aos pacientes

Por O Diário
16/07/2026 19h39, Atualizado há 0 horas

Qualquer pessoa com idade a partir de 18 anos pode buscar ajuda nos postos de saúde sem agendamento prévio | Foto: Divulgação

A Prefeitura de Mogi das Cruzes implantou um novo Protocolo de Qualificação do Acolhimento, Classificação de Risco e Encaminhamentos em Saúde Mental nos serviços de Atenção Primária à Saúde. A iniciativa tem como objetivo agilizar e organizar o atendimento para a população.

O novo protocolo estabelece diretrizes para que as equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e das Unidades de Saúde da Família (USFs) possam identificar, acolher e conduzir adequadamente os usuários (a partir de 18 anos de idade) com demandas relacionadas à saúde mental, considerando a gravidade e a complexidade de cada situação.

Para apoiar a tomada de decisão clínica e a organização dos fluxos assistenciais, serão usados instrumentos validados pelo Ministério da Saúde, como Classificação de Urgência e Identificação de Agravos em Saúde Mental, ferramenta que auxilia os profissionais na identificação do nível de urgência dos casos, além do questionário de estratificação de risco em Saúde Mental, que contribui para a definição das condutas mais adequadas e dos encaminhamentos necessários.

Com a implantação do protocolo, a Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar busca estruturar e qualificar os fluxos de atendimento conforme a necessidade de cada paciente, a fim de garantir que os casos sejam direcionados aos pontos mais adequados da Rede de Atenção Psicossocial, além de monitorar os desfechos dos encaminhamentos realizados, permitindo o acompanhamento contínuo da efetividade da assistência prestada.

Como parte da estratégia de implantação, a pasta lançou uma série de vídeos educativos destinados à capacitação das equipes. O material apresenta orientações sobre a aplicação dos instrumentos, os critérios de classificação de risco e os fluxos estabelecidos pelo protocolo, contribuindo para a padronização das condutas nos serviços.

Além disso, profissionais do Núcleo de Saúde Mental realizarão visitas às unidades da Atenção Primária para promover treinamentos presenciais, esclarecer dúvidas e apoiar as equipes na incorporação das novas práticas ao cotidiano de trabalho.

“Qualquer pessoa, que tenha a partir de 18 anos de idade e esteja com alguma questão emocional, precisando de ajuda psicológica ou psiquiátrica, só precisa ir a uma UBS ou USF mais próxima de sua casa e informar um atendente da unidade. O paciente receberá o que chamamos de ‘escuta qualificada’ de um de nossos profissionais, que foram treinados para identificar se a questão é grave e como proceder para cada tipo de caso. Sempre dando o encaminhamento adequado, para que o paciente saia da unidade sabendo quais serão os próximos passos para seguir com o tratamento”, esclarece a secretária de Saúde e Bem-Estar, Rebeca Barufi.

Como funciona na prática

Quem pode buscar atendimento?

Qualquer pessoa com 18 anos ou mais que esteja enfrentando sofrimento psíquico, como ansiedade, depressão, alterações de comportamento, uso de álcool e outras drogas ou outras questões relacionadas à saúde mental.

É preciso agendar?

Não. O acolhimento é realizado durante as consultas médicas ou de enfermagem nas UBSs e USFs. Caso o paciente não tenha consulta agendada, mas esteja em sofrimento psíquico, basta ir à UBS ou USF mais próxima e solicitar atendimento – ele receberá uma escuta qualificada e todo o encaminhamento necessário.

Tratamento

Casos leves permanecem em acompanhamento na própria unidade. Casos que precisam de atendimento especializado são encaminhados para o serviço mais adequado. Dependendo da avaliação, o paciente pode ser direcionado para psicólogo da UBS, Teleatendimento em Psicologia, Cecco, Caps ou outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial.

Casos graves

Situações de urgência recebem atendimento imediato. Casos graves, como crises psiquiátricas ou risco iminente, são encaminhados diretamente aos serviços de urgência e emergência.

O acompanhamento continua após o encaminhamento e a evolução do paciente é monitorada.

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