Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Quadrilha de hackers é desarticulada em operação da Polícia Civil

Delegado Alexandre Batalha, titular da Seccional de Mogi, explicou que o grupo usava logins e senhas ilegais para acessar sistemas de pessoas do alto escalão

Por Ana Lívia Terribille
25/09/2025 13h14, Atualizado há 6 meses

Investigações seguem em andamento | Foto: Ana Lívia Terribille/O Diário

A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Demacro), deflagrou uma operação contra uma organização criminosa especializada em invasão de dispositivos informáticos e sequestro de dados. Os suspeitos, com idades entre 18 e 20 anos, agiam em diferentes estados do país.

O delegado Alexandre Batalha, titular da Seccional de Mogi das Cruzes e responsável pela investigação, explicou que o grupo utilizava logins e senhas obtidos de forma ilegal para acessar sistemas exclusivos, principalmente de pessoas ligadas ao alto escalão social. Após a invasão, os criminosos sequestravam informações e exigiam resgates milionários para que as vítimas pudessem voltar a utilizar os computadores, bloqueados pelos criminosos.

Segundo ele, os suspeitos podem ser classificados como hackers profissionais, devido à organização e à complexidade das invasões realizadas.

“A gente acredita que essa quadrilha atua há cerca de um ano e tenha causado um prejuízo de milhões para empresas, auferindo grande vantagem financeira”, disse o delegado.

A investigação teve início após comunicados de operadoras de telefonia denunciarem tentativas suspeitas de alteração se senhas em contas restritas. O inquérito apura crimes como invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica, falsa identidade, estelionato e organização criminosa.

No total, foram expedidos três mandados de prisão temporária e sete de busca domiciliar, cumpridos simultaneamente em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Em Mogi das Cruzes, uma vítima foi identificada, mas não houve prisão na cidade. O delegado explicou que, até o momento, não há um número exato de vítimas, mas a investigação aponta que podem existir outros casos ainda não identificados. “Vamos fazer uma análise detalhada dos equipamentos envolvidos, o que pode possibilitar a identificação de novas vítimas”, evidenciou.

A delegada Margarete Barreto, também responsável pela ação na Delegacia Seccional, destacou que a operação demonstra o compromisso da Polícia Civil do Alto Tietê no combate aos crimes cibernéticos.

“Essa investigação contou com a expertise do delegado Alexandre Batalha, especialista em investigação digital, e permitiu prender uma quadrilha muito especializada, acima do padrão normal de atuação criminosa. Com isso, acreditamos que será possível reduzir os índices de crimes cibernéticos na região, atuando também na prevenção de novos delitos”, disse.

Diversos relatórios técnicos e diligências autorizadas pela Justiça comprovaram a atuação do grupo. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas.

Mais noticias

Hipertensão: 6 hábitos que ajudam a controlar a pressão arterial

Coceira na menopausa: entenda as causas e como tratar

6 plantas que trazem energias positivas para o seu lar

Veja Também