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Após polêmicas, Mara se pronuncia sobre gestão das creches da Doce Lar: ‘Temos toda a estrutura’

Em vídeo publicado em suas redes sociais, a prefeita disse que para pais e mães de crianças atendidas pelas unidades se tranquilizarem

Por Fabricio Mello
28/01/2026 09h48, Atualizado há 3 meses

Unidade de creche da Associação Doce Lar | Reprodução/Google Maps

A prefeita de Mogi das Cruzes, Mara Bertaiolli (PL), se pronunciou pela primeira vez sobre a questão das creches da Associação Beneficente Doce Lar. Após indas e vindas em ações na Justiça, a prefeita publicou um vídeo em seu perfil na noite desta terça-feira (27) e disse que a Secretaria de Educação está “totalmente preparada” para receber as crianças na volta às aulas, prevista para o dia 6 de fevereiro.

“Pais e mães: fiquem tranquilos! A Secretaria de Educação está preparada para receber crianças com responsabilidade, acolhimento e carinho. O que já estava bom vai ficar ainda melhor”, escreveu a prefeita na legenda da publicação.

Assista ao vídeo:

As entidades administradas pela Doce Lar, que passarão a ser geridas pela prefeitura, são a CEIM Itamar Alves dos Santos, na Vila Brasileira; CEIM Profª Thereza Amorim Martinez, no Jardim Margarida; e CEIM Prof. Wilson Nogueira, no bairro do Oropó.

Entenda o caso

Desde o início de janeiro, a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a Associação Beneficente Doce Lar disputam a gestão de três creches na Justiça. No dia 13, a administração municipal confirmou o encerramento do termo firmado com a entidade e que iria assumir a gestão das creches. O caso foi noticiado com exclusividade pelo O Diário.

A rescisão do convênio com a entidade teria acontecido no final do ano passado e, segundo a Secretaria de Educação, a medida foi adotada após um processo disciplinar instaurado pela prefeitura, que identificou “irregularidades no cumprimento das obrigações previstas no termo de parceria“. O processo, ainda de acordo com a administração municipal, começou depois de denúncias de pais e responsáveis de alunos atendidos pela associação.

Com a não renovação do termo, a prefeitura informou que, ainda no dia 13 de janeiro, realizou uma reunião com uma comissão de mães, pais, responsáveis e funcionários da Doce Lar, onde foi apresentado os trabalhos para a transição entre as administrações.

Na ocasião, a Associação Doce Lar, também em nota, informou que entendia “haver equívocos que serão devidamente esclarecidos por meio das medidas judiciais cabíveis” e que tem “plena confiança de que, ao final do processo, não subsistirá qualquer dúvida quanto à lisura de sua atuação“.

A entidade, então, recorreu à Justiça. Segundo os autos do processo, a Doce Lar alega que mesmo com as contas aprovadas, foi notificada sobre a rescisão do contrato, com efeitos imediatos e antes do prazo legal para apresentação de defesa administrava.

No dia 19, a Justiça concedeu uma decisão em caráter liminar que suspendia, temporariamente, o ato administrativo da prefeitura e devolvia à administração das três creches à Doce Lar. Na ocasião, a Doce Lar informou que a medida “evita impactos imediatos no atendimento educacional, protegendo as crianças atendidas e os colaboradores envolvidos” e ressaltou o “compromisso com a transparência, a legalidade e o cumprimento das determinações da Justiça“.

Entretanto, em uma nova decisão publicada no dia 20, o TJ indeferiu a suspensão do ato, o que, na prática, retomou o processo de municipalização enquanto o caso é julgado pelo Tribunal de Justiça.

Com a publicação do indeferimento da liminar, a Prefeitura de Mogi das Cruzes disse que a nova decisão “reconhece que a Associação Beneficente Doce Lar não pode permanecer à frente das creches […] em razão das irregularidades apontadas pela Secretaria Municipal de Educação“. Sobre essa última alegação, na época, a Doce Lar negou que o processo tenha reconhecido qualquer irregularidade e afirmou que a decisão em questão não julgou ou fez qualquer apontamento negativo sobre a entidade.

No dia 22, a Doce Lar informou à imprensa que iria recorrer da decisão e que aguardava um novo posicionamento da Justiça. O caso segue tramitando na Justiça, com as unidades sendo geridas pela prefeitura.

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