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Piloto com casa em Guararema usava RGs falsos para levar menores a motéis, diz delegada

Suspeito de chefiar o esquema de exploração sexual infantil foi preso, nesta segunda-feira (9/2), pela Polícia Civil no Aeroporto de Congonhas

Por Fábio Pereira
09/02/2026 16h10, Atualizado há 8 meses

Coletiva de imprensa da Operação Apertem os Cintos | Reprodução

A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira (9/2), que dez vítimas relacionadas à “Operação Apertem os Cintos”, que investiga um esquema de exploração sexual infantil, já foram identificadas. A investigação aponta que um piloto de avião de 60 anos, com residência em Guararema, utilizava documentos falsos de adultos para levar menores de idade a motéis e burlar a fiscalização na entrada dos estabelecimentos. 

A informação foi divulgada pela diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, responsável pelo caso.

“Nós conseguimos identificar, até agora, dez vítimas. Mas são dezenas de outras [crianças abusadas], porque a gente viu imagens pelo celular. São meninas diferentes, aparentando [ter] 12, 13 anos. Algumas não são daqui de São Paulo. Vamos ter que fazer uma investigação [para descobrir] com quem ele compartilhava [as imagens]”, afirmou a diretora.

Segundo a Polícia Civil, o piloto é o principal suspeito de comandar a rede de exploração sexual infantil, ativa há pelo menos 8 anos.“Tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de pornografia”, completou Ivalda.

Ainda de acordo com a diretora, o investigado levava as menores para motéis e, na entrada, apresentava RGs falsos para permitir o acesso das vítimas aos locais. 

O processo, iniciado em outubro de 2025, investiga os crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças, entre outros. 

A investigação

Ainda segundo a investigação conduzida pela Polícia Civil, entre as vítimas já identificadas, estão três irmãs de 10, 12 e 14 anos. A avó delas, uma mulher de 55 anos, teve a prisão temporária decretada pela “venda” das netas. 

“A nossa surpresa foi uma outra vítima, porque, quando conseguimos identificá-la na casa dela, descobrimos que a mãe também sabia o que estava acontecendo. Então, a mãe está sendo presa por armazenar o conteúdo e por transmitir esse material”, afirmou Ivalda.

O que diz a Latam?

Em nota, a Latam, empresa dona do avião em que o piloto trabalhava, confirmou que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira. O caso aconteceu durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont).

Ainda segundo a companhia aérea, o voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

“A Latam está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz a nota.

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